CNDHC quer reforçar capacidades dos técnicos e melhorar intervenção junto das crianças e jovens

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CNDHC quer reforçar capacidades dos técnicos e melhorar intervenção junto das crianças e jovens
23/09/26 - 06:36 pm

Cidade da Praia, 23 Set (Inforpress) – A Comissão Nacional para os Direitos Humanos e a Cidadania (CNDHC) quer reforçar as capacidades dos seus técnicos e aperfeiçoar a intervenção junto das crianças e jovens, para responder melhor aos desafios nas comunidades.

A intenção foi manifestada hoje pela presidente da CNDHC, Eurídice Mascarenhas, em declarações à Inforpress, após a assinatura virtual de um protocolo com o Instituto de Apoio à Criança (IAC) de Portugal.

Segundo a responsável, o acordo visa reforçar a cooperação entre as duas instituições na promoção e defesa dos direitos humanos, com particular enfoque nos direitos das crianças e jovens em Cabo Verde e Portugal.

A parceria prevê o desenvolvimento de iniciativas conjuntas nas áreas da educação, apoio técnico e formação, destinadas à capacitação dos técnicos das duas instituições, bem como a realização de estágios, partilha de informações, documentação e materiais didácticos de apoio às crianças e jovens, intervenção comunitária, intercâmbio de técnicos e seminários.

Eurídice Mascarenhas destacou o “grande know-how” do IAC na produção de materiais, intervenção comunitária e capacitação de técnicos como uma das principais mais-valias da parceria.

“Temos aqui um leque de possibilidades”, afirmou, acrescentando que a cooperação poderá permitir à CNDHC reforçar as capacidades dos seus técnicos e melhorar as formas de intervenção junto das crianças e jovens.

Para a presidente da CNDHC, trata-se de uma cooperação com potencial para abranger diferentes áreas de intervenção, permitindo adaptar materiais e experiências à realidade cabo-verdiana e reforçar os mecanismos de apoio às crianças, jovens e comunidades.

Segundo Eurídice Mascarenhas, a parceria deverá abranger Cabo Verde e a diáspora cabo-verdiana, particularmente em Portugal, tendo em conta a importância da preservação da cultura, da identidade e da autoestima das novas gerações.

A responsável explicou que a CNDHC pretende envolver outras instituições nacionais no processo, de modo a alargar o impacto da cooperação, estando já a ser elaborado um plano de acção para definir prioridades, acompanhar a implementação das actividades e avaliar os resultados da parceria.

Entre as possibilidades identificadas está também a articulação com serviços de apoio disponibilizados pelo IAC, nomeadamente um serviço telefónico de atendimento que recebe pedidos de apoio, incluindo em situações de crise e necessidade de acompanhamento psicológico.

“Podemos unificar, sendo online, mesmo estando em Cabo Verde, essa possibilidade”, afirmou, acrescentando que a CNDHC poderá igualmente divulgar esses serviços junto da comunidade cabo-verdiana na diáspora.

Na primeira fase de implementação, a CNDHC pretende dar prioridade à capacitação dos técnicos e à intervenção na área do apoio às crianças, incluindo aquelas em situação de abandono escolar associado à falta de interesse pela escola.

Conforme adiantou, a iniciativa será também articulada com o Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) e outras entidades parceiras, além de contemplar a produção de materiais pedagógicos sobre direitos humanos e cidadania, a disponibilizar aos municípios.

DG/JMV

Inforpress/Fim

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