São Vicente: Assembleia Municipal aprova Orçamento de 2027 avaliado 1,35 milhões de contos

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São Vicente: Assembleia Municipal aprova Orçamento de 2027 avaliado 1,35 milhões de contos
23/09/26 - 06:22 pm

Mindelo, 23 Set (Inforpress) – A Assembleia Municipal de São Vicente aprovou hoje, com 15 votos a favor e cinco contra, o Orçamento e o Plano de Actividades da Câmara Municipal para 2027, avaliados em 1,35 milhões de contos.

O montante aprovado é inferior em menos de 100 mil contos ao orçamento de 2026 e contou com os votos favoráveis dos eleitos do Movimento para a Democracia (MpD) e da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), enquanto os eleitos do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) votaram contra.

Para o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, o Orçamento para 2027 representa a continuidade do trabalho de reconstrução e desenvolvimento da ilha, iniciado e intensificado ao longo de 2026.

“O Orçamento de 2027 é a continuação, são os trabalhos de reconstrução dessa ilha. Um trabalho intenso que tem sido feito durante o ano 2026 e que nós continuaremos a fazer nesse sentido”, afirmou.

Segundo o autarca, o Plano de Actividades estará centrado em áreas como urbanismo, ambiente e sustentabilidade, coesão social, saúde, protecção civil, habitação, desporto, economia, mobilidade e transportes, educação e cultura, bem como na gestão das responsabilidades do município.

“O plano de actividade vai-se centrar fundamentalmente no urbanismo, ambiente e sustentabilidade, a coesão social, saúde, protecção civil, habitação, desporto, economia, mobilidade, transporte, educação, cultura e a gestão de tudo aquilo que realmente temos de responsabilidade”, explicou.

Já o eleito municipal do PAICV, Arcádio Lopes, justificou o voto contra do seu partido com o entendimento de que a proposta não responde aos principais problemas sociais e económicos enfrentados pela população de São Vicente.

Segundo o eleito, a ilha continua a enfrentar dificuldades no acesso à habitação digna, desemprego jovem, falta de saneamento básico nos bairros periféricos e necessidades relacionadas com a adaptação às mudanças climáticas.

Na sua perspectiva, o orçamento privilegia a continuidade da máquina administrativa, sem dar prioridade a programas de maior impacto económico e social.

“Diante deste exposto, considero que a proposta do Plano de Actividade e do Orçamento para 2027 é um orçamento imprudente e financeiramente insustentável, é um orçamento tecnicamente frágil no planeamento e na transparência. O orçamento não responde aos problemas estruturais de São Vicente nem aos anseios da sua população”, afirmou.

Em sentido contrário, o líder da bancada da UCID, Anilton Andrade, explicou que a sua bancada votou favoravelmente por considerar que várias propostas apresentadas pelo partido foram incorporadas pela Câmara Municipal.

“As propostas que defendemos conservam o seu valor quando são acolhidas. Compete-nos agora trabalhar para que sejam executadas e beneficiem efectivamente os munícipes. Mais de um ano depois da tempestade Erin, São Vicente continua a enfrentar exigências de recuperação, reconstrução e prevenção”, afirmou.

Por sua vez, o líder da bancada do MpD, António Pedro Rodrigues, considerou que o documento aprovado representa mais do que um instrumento financeiro, constituindo um compromisso com o município e a sua população.

“Não é apenas um documento financeiro, é um compromisso sério com São Vicente e com as pessoas que aqui vivem, trabalham e sonham”, declarou.

O eleito municipal defendeu ainda que o município deve contribuir para a criação de emprego e apoiar iniciativas de empreendedorismo, particularmente entre os jovens.

“Queremos um município que ajude e impulsione a gerar mais emprego, que apoie quem deseja empreender e que ofereça aos jovens razões para acreditar e construir o seu futuro em São Vicente”, afirmou.

António Pedro Rodrigues salientou igualmente que, para 2027, a Câmara Municipal prevê um conjunto de investimentos em áreas como infra-estruturas, requalificação urbana, equipamentos comunitários e outros projectos estruturantes, com impacto na qualidade de vida da população.

CD/JMV

Inforpress/Fim

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