Gilvan dos Santos defende formação de profissionais para melhorar atendimento às pessoas com deficiência

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Gilvan dos Santos defende formação de profissionais para melhorar atendimento às pessoas com deficiência
07/09/26 - 07:48 pm

Cidade da Praia, 07 Set (Inforpress) – O coordenador do Núcleo de Inclusão da Universidade Jean Piaget, Gilvan dos Santos, defendeu hoje a expansão da formação em Língua Gestual e Braille nas instituições públicas.

Em entrevista à Inforpress, à margem da cerimónia de entrega de certificados da capacitação em Língua Gestual e Braille, promovida pela Universidade Jean Piaget, em parceria com a Câmara Municipal da Praia, Gilvan dos Santos explicou que a iniciativa teve como objectivo preparar profissionais que lidam diariamente com o público.

“O objectivo foi capacitar os funcionários da Câmara, policiais, médicos, enfermeiros, pessoal que faz atendimento, na conversação em língua gestual e os professores na escrita do Braille”, explicou.

A formação abrangeu 58 profissionais de diferentes repartições da Câmara Municipal da Praia e foi adaptada às especificidades de cada área profissional.

Segundo o coordenador, os conteúdos destinados aos agentes policiais estiveram relacionados com a comunicação e o atendimento de pessoas surdas no âmbito da segurança, enquanto, na área da saúde, a capacitação incidiu sobre a comunicação entre profissionais de saúde e pacientes com deficiência.

“Nós variamos muito as formações. No âmbito da saúde, demos formações ligadas ao atendimento do médico e do paciente”, esclareceu.

Para Gilvan dos Santos, a experiência demonstra que a inclusão deve ser uma responsabilidade partilhada por toda a sociedade, defendendo que outras instituições devem seguir o exemplo da Câmara Municipal da Praia.

O responsável apontou ainda a necessidade de reforçar a capacitação nas forças policiais, nomeadamente na Polícia Nacional, Polícia Judiciária e Polícia Civil, instituições onde considera que a comunicação inclusiva assume particular importância.

“No âmbito geral de atendimento do Estado, também é necessário que haja formações para a questão da inclusão”, defendeu.

Uma das características destacadas pelo coordenador foi o facto de a formação ter sido ministrada por estudantes e licenciados em Ciências da Educação com deficiência visual e auditiva.

A capacitação teve a duração de dois meses, entre Julho e Setembro, com uma carga horária de 30 horas, permitindo aos participantes adquirir conhecimentos básicos para facilitar a comunicação com pessoas surdas e cegas.

Entre os participantes, o polícia municipal Adriano Lopes considerou a formação importante para o exercício das suas funções, sobretudo por permitir melhorar a comunicação com os munícipes.

“A comunicação é fundamental. Está a permitir-nos comunicar melhor com os munícipes que não ouvem e passar a informação de maneira correta e mais detalhada”, afirmou.

Também a enfermeira Stefany Sancha destacou a importância da capacitação para o atendimento na área da saúde, considerando que os conhecimentos adquiridos podem ajudar os profissionais a lidar melhor com pacientes com deficiência.

“Fiquei muito contente com a formação, porque foi muito útil, principalmente na área de atuação como enfermeira, sempre atendendo pacientes em condições especiais”, disse.

CG/JMV

Inforpress/Fim

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