Tartarugas/Fogo: Aumento de capturas preocupa Associação Projecto Vitó

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Tartarugas/Fogo: Aumento de capturas preocupa Associação Projecto Vitó
26/08/26 - 09:45 am

São Filipe, 26 Ago (Inforpress) – O aumento dos casos de captura de tartarugas na presente temporada preocupa os responsáveis da Associação Projecto Vitó, que realiza campanha de conservação das tartarugas nas praias de desova da ilha do Fogo e Ilhéus Rombos.

Numa publicação na sua página nas redes sociais, depois de um encontro com os monitores de praias para avaliar a evolução dos resultados e partilhar os desafios, os responsáveis do Projecto Vitó alertam para o aumento dos casos de captura de tartarugas durante a presente temporada.

Uma situação considerada preocupante pela mesma fonte, e que reforça a necessidade de manter e intensificar a vigilância nas praias, bem como as acções de sensibilização junto das comunidades.

Cada tartaruga capturada representa, segundo os responsáveis da associação, a perda de um animal que pode levar décadas para atingir a maturidade sexual e regressar às praias para se reproduzir.

Sublinha que as tartarugas marinhas enfrentam diversas ameaças ao longo do seu ciclo de vida e desempenham um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos, sendo consideradas parte do património natural.

A Associação Projecto Vitó refere que o “aumento significativo” de ninhos contrasta com o número preocupante de casos de captura de tartarugas marinhas registados, o que obriga os responsáveis pela monitorização a reforçar a vigilância e as acções de sensibilização.

A meio da temporada de reprodução das tartarugas marinhas, foi realizado o segundo encontro com os monitores de praia para avaliar a evolução dos trabalhos, analisar os resultados alcançados e identificar os principais desafios encontrados no terreno.

De acordo com os dados do balanço, verificou-se “um aumento significativo” do número de ninhos registados nas praias monitorizadas, considerado “um sinal positivo” para os esforços de conservação da espécie.

Até ao final da temporada, os monitores e responsáveis pelo programa de conservação pretendem manter os esforços centrados na protecção das fêmeas, dos ninhos e das crias, apelando igualmente à população para não capturar, comprar ou consumir tartarugas marinhas e denunciar situações de captura ou comercialização.

JR/AA

Inforpress/Fim

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