
Cidade da Praia, 06 Ago (Inforpress) - A presidente da ACRIDES afirmou hoje que a organização pretende elevar a rede de crianças embaixadoras para o mundo, formando uma nova geração comprometida com a defesa dos direitos das crianças, através da participação e cidadania infantil.
Lourença Tavares fez estas declarações à imprensa, à margem do encerramento da primeira Jornada de Integração de Novas Crianças Embaixadoras, que reuniu 23 crianças dos centros do Dia do Tira-Chapéu, Areia Grande Trás e da plataforma da comunidade africana.
“A nossa perspectiva é criar nova geração de homens e mulheres”, afirmou, explicando que a ACRIDES trabalha a temática da violência sexual desde 2017 e, desde 2022, passou a desenvolver actividades directamente com crianças.
A responsável considerou “fantásticos” os resultados da jornada, destacando a participação de crianças de diferentes países da comunidade africana e a sua vontade de serem porta-vozes dos direitos das crianças.
“A participação da criança é rica”, salientou Lourença Tavares, acrescentando que as crianças participaram em trabalhos de grupo e apresentaram recomendações que serão transformadas numa carta a ser entregue a entidades responsáveis durante a Semana Cívica e a Semana Escolar.
A presidente da ACRIDES garantiu que a organização continuará a acompanhar as crianças através de actividades extracurriculares, incentivando-as a desenvolver iniciativas próprias.
“Nós contribuímos para que a criança desabroche, a criança tenha a oportunidade de participar, porque as crianças têm muita vontade de fazer”, afirmou.
Lourença Tavares revelou ainda que a ACRIDES pretende aproveitar a sua integração na Rede África Ocidental de Protecção da Criança e na rede de vozes da CPLP para ampliar a iniciativa.
“Queremos elevar a rede de crianças embaixadoras para o mundo inteiro”, declarou, apontando como lema: “Hoje aprendemos, amanhã transformamos”.
Por sua vez, uma das novas crianças embaixadoras, Aladji Usmane Sissé, afirmou que pretende dar voz às crianças que não conseguem expressar-se.
“Enquanto criança embaixadora, quero ser a voz de outras crianças que não conseguem se exprimir”, declarou.
Samara Furtado, por seu turno, disse sentir-se feliz por integrar o grupo e defendeu uma sociedade com menos violência e mais paz.
“Queria que tivéssemos um mundo sem violência e com mais paz. E também queria que existisse mais amor e mais respeito para as crianças crescerem em liberdade”, afirmou.
A Acrides, fundada em 1998, por Lourença Tavares, na sequência de uma formação em Cabo Verde sobre Educadores Sociais, realizada pelo Instituto Cabo-verdiano de Menores (ICM), hoje ICCA, em 1996, é uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, que se dedica à promoção e defesa dos direitos e deveres da criança e sua família.
CM/JMV
Inforpress/Fim.
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