CPP inicia em Moçambique primeira etapa da Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica

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CPP inicia em Moçambique primeira etapa da Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica
02/08/26 - 09:48 am

Redação, 02 Ago 2026 (Inforpress) - O Comité Paralímpico de Portugal (CPP) inicia na terça-feira, em Moçambique, a primeira etapa da Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica, um programa de cooperação que visa fortalecer competências, estruturas e estratégias de desenvolvimento nos países de língua portuguesa.

“Esta rede simboliza o compromisso dos países de língua portuguesa com um movimento paralímpico mais forte, inclusivo e sustentável. Esta primeira etapa pretende capacitar pessoas, reforçar instituições e criar oportunidades para atletas e técnicos”, disse Jorge Carvalho, coordenador do projeto, à agência Lusa.

O responsável explicou que o projeto a desenvolver em Maputo, entre terça-feira e sábado, baseia-se num “conceito de partilha de experiência e conhecimento” e vai além da formação presencial, pressupondo, posteriormente ações à distância e uma mentoria que prevê um acompanhamento até os Jogos Paralímpicos Los Angeles2028.

Jorge Carvalho lembra que o projeto deverá decorrer durante todo o ciclo paralímpico, e destaca os seus dois grandes objetivos: o do desenvolvimento do desporto numa perspetiva de base ao topo, e o de apoiar toda a participação, ao nível de gestão, em Jogos Paralímpicos.

José Manuel Lourenço, presidente do CPP, encara este projeto como “o materializar de uma ambição” e um “reconhecimento do IPC da capacidade de Portugal desenvolver este trabalho de cooperação”.

“Este projeto traduz, na prática, a capacidade de a cooperação entre instituições lusófonas gerar impacto real no desenvolvimento do desporto paralímpico. Ao investir na formação de atletas, treinadores, classificadores e gestores, estamos a reforçar competências locais, a consolidar estruturas e a criar condições para um crescimento sustentado em cada país parceiro”, refere.

O líder do CPP considera que o “mais importante é o efeito que esta rede poderá deixar no futuro do movimento paralímpico lusófono” e lembra que “o objetivo não é apenas ir ensinar, o objetivo é, por um lado, passar conhecimentos, mas também aprender com a experiência destes países”.

Em Moçambique, a iniciativa conta com a parceria do governo do país, do município de Maputo e dos comités olímpico e paralímpico locais.

A Rede Lusófona de Mentoria Paralímpica, da responsabilidade do CPP, conta com o apoio do Comité Paralímpico Internacional (IPC) ao abrigo do programa Sport for Mobility.

Tendo como horizonte os Jogos Paralímpicos LA2028, o programa deverá chegar ainda este ano à Guiné-Bissau, e em 2027 a São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Angola.

Inforpress/Lusa/Fim

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