
Cidade da Praia, 07 Abr (Inforpress) – O especialista em parcerias estratégicas e de marca Marvin Rezende defendeu hoje que as novas tecnologias, incluindo a Inteligência Artificial (IA), devem ser encaradas como ferramentas estratégicas para impulsionar artistas de mercados emergentes como Cabo Verde.
Em declarações à imprensa, à margem da conferência sobre o impacto das tecnologias na indústria musical, realizada no âmbito do Atlantic Music Expo 2026 (AME), sublinhou que a tecnologia pode ajudar os criadores a produzir, promover e expandir os seus trabalhos, sobretudo em contextos com recursos limitados.
Segundo explicou, mais do que a produção musical, o sucesso na indústria passa pela construção de comunidades e pelo envolvimento com o público.
“Uma gravadora é realmente sobre construir comunidades, construir uma base de fãs e se engajar dentro dessa comunidade e construir uma base de fãs orgânica”, realçou.
O AME, que decorre esta semana na cidade da Praia, até sexta-feira, 09, reúne artistas, profissionais da indústria musical e agentes culturais de vários países, promovendo concertos, showcases, conferências e espaços de networking, afirmando Cabo Verde como uma ponte cultural no Atlântico .
Marvin Rezende evidenciou a importância da valorização da identidade cultural cabo-verdiana, defendendo a preservação e promoção da música crioula no cenário internacional.
Para o especialista, manter a música crioula “é muito importante para Cabo Verde, porque é a nossa cultura”, adiantou ainda que as pessoas amam a língua cabo-verdiana, pela cultura e pela forma de estar.
O especialista considerou que a música cabo-verdiana tem potencial para conquistar novos públicos globais, à semelhança do que acontece com outros mercados musicais, mesmo entre ouvintes que não dominam a língua.
Relativamente à IA, reconheceu que, embora apresente riscos, representa uma oportunidade relevante para os artistas, sobretudo nas áreas de marketing, criação de conteúdos e estratégias digitais, tendo contudo alertado que a tecnologia não substitui o elemento humano na arte, a criatividade.
“Acho que precisamos de um nível de autenticidade com o qual nos conectamos, a conexão humana é importante”, enfatizou, reforçando que os artistas continuarão a desempenhar um papel central na criação cultural.
LT/AA
Inforpress/Fim
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