
Cidade da Praia, 25 Jun (Inforpress) - O candidato Alexssandro Rocha contestou hoje os resultados das eleições na ACAD-UniCV, alegando irregularidades na campanha e falhas na plataforma de votação que terão impedido vários estudantes de exercer o seu direito de voto.
O candidato Alexssandro Rocha manifestou a sua discordância em relação aos resultados das eleições da Associação Académica da Universidade de Cabo Verde (ACAD-UniCV), realizada esta quarta-feira, 25, considerando que o processo eleitoral esteve longe de ser “transparente e justo” e defendendo o apuramento das alegadas irregularidades registadas durante a votação.
Em declarações à Inforpress, Alexssandro Rocha afirmou que não aceitou os resultados eleitorais, alegando que o candidato vencedor, Derickson Gomes, terá realizado publicações nas redes sociais solicitando votos no próprio dia das eleições, uma prática que, segundo disse, contraria as regras do processo eleitoral.
O candidato apontou ainda falhas na plataforma electrónica utilizada para a votação, alegando que vários estudantes, sobretudo do primeiro ano, não conseguiram votar por o sistema indicar que já tinham exercido o seu voto.
“Recebemos muitas mensagens de estudantes que não conseguiram votar. Houve falhas na plataforma e muitas pessoas ficaram impedidas de participar. Trata-se de uma situação grave que precisa de ser investigada”, declarou.
De acordo com os resultados divulgados pela Comissão Eleitoral, estavam inscritos para votar 4.533 estudantes, dos quais 1.070 participaram, correspondendo a uma taxa de participação de 23,60 por cento. A abstenção situou-se nos 76,40 por cento, equivalente a 3.463 estudantes.
Derickson Gomes foi eleito presidente da ACAD-UniCV com 645 votos, correspondentes a 60,28 por cento dos votos expressos. Flávio Furtado obteve 226 votos (21,12%), enquanto Alexssandro Rocha reuniu 182 votos (17,01%). Foram ainda registados 17 votos em branco (1,59%).
Em resposta às críticas, o presidente da Comissão Eleitoral, Miguel Carvalho, assegurou que todas as etapas do processo foram previamente comunicadas aos candidatos e aos estudantes.
Segundo explicou, a comissão reuniu-se com todos os concorrentes para apresentar o funcionamento da plataforma electrónica desenvolvida pelos serviços técnicos da Universidade de Cabo Verde, tendo os candidatos concordado com o modelo adoptado.
“Tivemos um encontro com todos os candidatos para explicar como iria funcionar a votação. Também enviámos um e-mail detalhado aos estudantes e demos prazo até ao dia 23 de Junho para verificarem os seus dados e reportarem eventuais problemas”, afirmou.
Miguel Carvalho explicou que cada estudante dispunha de um código individual de acesso e que a plataforma permitia apenas uma entrada por utilizador, reforçando que qualquer dificuldade registada foi encaminhada para os serviços técnicos da universidade.
“Estamos a remeter todos os casos reportados para os serviços técnicos para apurar que tipo de problemas ocorreram”, afirmou.
CG/ZS
Inforpress/Fim
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