AJOC insta Justiça a guardar seus segredos e deixar jornalistas fazer seu trabalho

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AJOC insta Justiça a guardar seus segredos e deixar jornalistas fazer seu trabalho
06/02/25 - 04:14 pm

Cidade da Praia, 06 Fev (Inforpress) - O presidente da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), Geremias Furtado, pediu hoje à Justiça para guardar os seus segredos e deixar os jornalistas fazerem o seu trabalho.

Geremias Furtado falava em declarações à Inforpress a propósito do caso em que a procuradoria-geral da República (PGR) cabo-verdiana mandou apurar indícios de violação de segredo de justiça contra desconhecidos e de desobediência qualificada contra o portal de notícias Santiago Magazine.

Em causa, está um processo que envolve o ex-ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos, por suspeitas de lavagem de capitais, e notícias "que tornaram públicos pormenores do processo, ainda em investigação, relativos a actos processuais cobertos pelo segredo de justiça, incluindo fotografias do auto de constituição de arguido a que o jornal teve acesso", anunciou a PGR, em comunicado.

Aquele responsável que acusa o Ministério Público do arquipélago de desrespeitar a liberdade de imprensa, insta a Justiça a guardar os seus segredos e deixar que o jornalista faça o seu trabalho.

“A justiça que vá guardar os seus segredos e deixe que o jornalista faça o seu trabalho. O procurador-geral da República parece mais interessado em mostrar serviço do que garantir a equidade da justiça. A AJOC entende que o Ministério Público em vez de fortalecer a democracia insiste em miná-la com perseguições selectivas e um preocupante desrespeito pela liberdade de imprensa”, enfatizou Geremias Furtado.

Segundo aquele responsável, "se há fugas de informação, que a Justiça investigue onde e por quem foram feitas, em vez de tentar silenciar o jornalismo. Isto de levantar processos contra jornalistas que fazem notícias de interesse público, com esta bandeira de segredo de justiça, é sim uma tentativa de silenciar o jornalista, de fazer com que a imprensa não aborde determinadas matérias”, criticou.

“Se há fugas de informação, se alguém está a vazar algo que esteja em segredo de justiça, a justiça deverá investigar e saber de onde é que está vindo esta falha. Porque esta é uma manobra clara de tentar silenciar os jornalistas”, reiterou, lembrando que o jornalista faz o seu trabalho com informações que chegam até ele.

SC/ZS

Inforpress/Fim

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