
Pedra Badejo, 02 Fev (Inforpress) – O activista social Jorge Andrade considerou hoje que o combate à criminalidade exige maior investimento nas condições económicas, sociais e educativas, e apontou as desigualdades como das principais causas do aumento da violência e consumo de drogas.
Em declarações à Inforpress, o activista disse que o aumento da criminalidade está fortemente ligado às dificuldades económicas enfrentadas por muitas famílias, situação que, segundo ele, se verifica em várias partes do mundo.
“Quando há fragilidade económica, surgem consequências sociais, incluindo o aumento da violência e do consumo de drogas”, afirmou.
Jorge Andrade destacou que o consumo de drogas existe em todas as classes sociais, mas “torna-se mais visível nas zonas mais pobres”.
Para o activista, a diferença está no nível de exposição e na organização social de cada comunidade.
Jorge Andrade defendeu a necessidade de uma distribuição mais equilibrada dos recursos, sublinhando que o acesso à educação de qualidade, alimentação adequada e habitação digna são fatores determinantes para reduzir comportamentos de risco entre os jovens.
O activista alertou ainda para o impacto das desigualdades no sistema educativo, e afirmou que estudantes em situação de pobreza enfrentam maiores dificuldades de aprendizagem, sobretudo quando frequentam a escola sem condições básicas, como alimentação adequada.
Apelou ao reforço do investimento na educação, saúde e empregabilidade jovem, defendendo que estas áreas devem ser prioridades estratégicas para o desenvolvimento do país.
Segundo explicou, a falta de oportunidades de emprego contribui para que muitos jovens procuram refúgio no consumo de drogas e álcool.
O activista pediu também a valorização do sector agrícola como alternativa de emprego para a juventude, afirmando que, com organização e investimento adequado, é possível criar oportunidades sustentáveis, mesmo em territórios com limitações naturais.
Por outro lado, destacou o papel das famílias na educação dos jovens, e sublinhou que a primeira base de formação social começa dentro de casa.
“Muitos jovens refletem aquilo que veem nos adultos”, afirmou.
O activista reforçou que a mudança social exige esforço conjunto entre Estado, famílias e sociedade civil, com foco na criação de oportunidades reais para a juventude.
DV/AA
Inforpress/Fim
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