Achada Grande: Escola de futebol retira crianças das ruas e transforma vidas através do desporto - presidente (c/áudio)

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Achada Grande: Escola de futebol retira crianças das ruas e transforma vidas através do desporto - presidente (c/áudio)
01/08/26 - 12:11 pm

Cidade da Praia, 01 Ago (Inforpress) - A Escola de Futebol Achada Grande (EFAG), criada para oferecer oportunidades a crianças e jovens, expandiu a actuação para áreas sociais, educativas e desportivas, consolidando-se como um projetco comunitário que privilegia inclusão, formação e desenvolvimento humano.

A EFAG nasceu do sonho de três jovens estudantes de Educação Física que decidiram criar novas oportunidades para crianças e adolescentes sem acesso ao desporto organizado.

Segundo a presidente da associação, Mia Luz, à Inforpress, a iniciativa começou a ganhar forma em 2018 e foi oficialmente constituída em 2019, por iniciativa de Edson, Emerson e Vander, que identificaram a necessidade de integrar crianças que permaneciam fora das escolas de formação desportiva.

Desde então, a associação alargou a intervenção muito para além do futebol. 

À modalidade juntaram-se a ginástica rítmica, a acrobacia e o balé, bem como projectos de acompanhamento escolar, colónias de férias, acções de saneamento comunitário, actividades de mobilização social e formação nas áreas da informática, tecnologia e línguas.

Mia Luz atribui esta evolução ao empenho da equipa e ao compromisso assumido desde a criação da associação.

“A escola evoluiu com trabalho, dedicação, persistência e esforço”, afirmou.

Para assegurar a qualidade das actividades, a EFAG conta com técnicos formados em Educação Física e beneficia de parcerias com instituições nacionais, entre as quais o Instituto do Desporto e da Juventude IDJ), o Comité Olímpico Cabo-verdiano (COC) e entidades ligadas à ginástica, que apoiam ações de capacitação de treinadores, técnicos e juízes.

Na avaliação da presidente, o principal resultado alcançado não se resume ao crescimento da associação, mas ao impacto produzido na comunidade.

Conforme esta responsável, o acompanhamento prestado às crianças contribuiu para reduzir o abandono escolar, diminuir situações de violência e proporcionar mais acesso à informação, ao mesmo tempo que reforça valores como o respeito, a educação e o sentido de responsabilidade.

Apesar dos resultados, Mia Luz reconhece que a sustentabilidade continua entre os maiores desafios da associação.

Sem instalações próprias, a EFAG suporta despesas com o arrendamento da sede e depende de projectos e de parcerias nacionais e internacionais para assegurar o funcionamento regular das atividades. 

dirigente considerou que a transparência e a credibilidade têm sido determinantes para manter a confiança dos parceiros e conquistar novos apoios.

A participação histórica de Cabo Verde no Mundial de 2026 também despertou maior interesse pelas modalidades promovidas pela associação.

Nesse sentido, verificou-se um aumento do número de crianças inscritas, sobretudo na ginástica, além da manifestação de interesse de voluntários estrangeiros, incluindo espanhóis, que pretendem colaborar com a EFAG.

Questionada sobre o facto de muitas crianças da escola sonharem representar Cabo Verde num Campeonato do Mundo, a presidente considera que essa ambição deve ser incentivada.

“Se uma pessoa tem de sonhar, tem de sonhar alto. Podemos tentar. O importante é não desistir”, sintetizou. 

KF/AA

Inforpress/Fim

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