
Cidade da Praia 14 Abr (Inforpress) – A presidente da associação Acarinhar disse hoje que a organização está a celebrar 18 anos, esta terça-feira, e aponta problemas financeiros como o maior obstáculo enfrentado pela associação.
Em declarações à Inforpress, no âmbito da comemoração dos 18 anos da associação que se celebra esta terça-feira, 15, a presidente Teresa Mascarenhas, disse que o maior desafio está relacionado com problemas financeiros, uma vez que as crianças escolhidas são totalmente dependentes dos outros.
“Os desafios são muitos porque requer muitos recursos que vão desde transportes adaptados, técnicos, equipa multidisciplinar e crianças que habitam em zonas de difícil acesso, o que demanda muito cuidado e de pessoas disponíveis para este trabalho” informou.
A mesma disse que existem vários níveis de paralisia e que optaram por trabalhar com crianças com nível de paralisia cerebral mais elevado para oferecer suporte às famílias, que vai desde apoio técnico e suporte pedagógico, assim como organizações de oficinas de pinturas.
Mascarenhas avançou que apesar dos poucos recursos, tanto humanos e como económicos, a associação descentralizou as suas actividades para Santa Cruz, em parceria com a câmara municipal local, que deu origem ao centro de acolhimento Ninho do Amor.
A líder da associação salientou ainda que existem vários projectos para a cidade da Praia, em concreto um projecto de criação de oficinas de artes, projecto de vigilância a crianças com paralisia cerebral, em parceria com os ministérios da Saúde, da Família e da Educação que vão contribuir para saber quantas crianças nascem com paralisia cerebral e orientar as tomadas de decisão.
A responsável da associação disse que pretende desenvolver um projecto de sensibilização junto das comunidades, câmaras municipais e Igrejas para dar melhor respostas às crianças com essa deficiência.
Para a celebração dos 18 anos da associação, a responsável destacou que vai assinar um protocolo com a empresa Cabo Verde Diversões, que gere o parque de diversões 5 de Julho, assim como pinturas inclusivas e banhos de piscinas que, segundo a mesma, será a realização de um sonho.
“Vai ser a realização de um sonho, porque há muito que desejo trazer as crianças com paralisia cerebral para um parque de diversões e vai ser possível graças a essa parceria”, frisou.
Por seu turno, o sócio-gerente da empresa Cabo Verde Diversões, Moisés Alves, referiu que a assinatura do protocolo também é uma iniciativa da associação dos emigrantes cabo-verdianos, com o objectivo é colmatar um pouco os "deficits" que existem no seio das associações e proporcionar aos cabo-verdianos um pouco do que existe no mundo fora e fazer com que se sintam valorizados dentro do seu país.
KR/SR//HF
Inforpress/Fim
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