
Cidade da Praia, 06 Nov (Inforpress) – A criação de uma escola de formação cinematográfica, destinada a capacitar jovens cabo-verdianos para trabalhar no sector, constitui uma das principais apostas da Associação do Cinema e Audiovisual de Cabo Verde (ACACV), avançou hoje a presidente, Cândida Barros.
Em entrevista à Inforpress, aquela responsável explicou que o projecto de formação integra o plano de actividades da associação até 2027 e foi estruturado em parceria com o Ministério da Cultura e uma instituição brasileira, com o objectivo de ampliar as oportunidades de aprendizagem e produção audiovisual no país.
Segundo Cândida Barros, Cabo Verde possui jovens com potencial para desenvolver trabalhos cinematográficos, mas muitos continuam sem acesso a formação e oportunidades que lhes permitam consolidar competências e integrar profissionalmente o sector.
A presidente da ACACV destacou o surgimento de novas iniciativas protagonizadas por jovens, nomeadamente projectos que envolvem crianças e adolescentes na produção de filmes, como sinais de renovação e dinamismo no panorama audiovisual cabo-verdiano.
Para aquela responsável, o reforço da formação constitui uma condição importante para ampliar a produção nacional, criar novas oportunidades de trabalho e garantir maior continuidade ao desenvolvimento do cinema no país.
Cândida Barros defendeu igualmente a necessidade de diversificar os investimentos na cultura cabo-verdiana, considerando que o cinema deve beneficiar de condições de promoção e financiamento semelhantes às existentes noutras áreas artísticas.
Entre as perspectivas da associação está também a criação de um canal de cinema em Cabo Verde, iniciativa que, segundo a presidente, poderá contribuir para aumentar a visibilidade das produções nacionais e proporcionar novas oportunidades aos realizadores.
A ACACV prevê ainda realizar, a 27 de Novembro, actividades de promoção cinematográfica, com mostras de filmes em escolas e iniciativas de formação audiovisual, incluindo conteúdos relacionados com filmagem e edição através de telemóveis.
A programação, inicialmente concebida com uma dimensão internacional e uma residência artística, foi redimensionada devido às dificuldades de mobilização de financiamento e parcerias, mantendo, contudo, actividades de exibição e formação.
Cândida Barros apelou aos cineastas, produtores e demais profissionais para participarem activamente nas iniciativas da associação, defendendo que o desenvolvimento do cinema cabo-verdiano exige colaboração, formação e maior investimento na criação audiovisual.
KA/ZS
Inforpress/Fim
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