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Xalabas promove Festival Internacional de Arte Pública em Achada Grande Frente

Cidade da Praia, 03 Jan (Inforpress)  – O programa de arte urbana do Projecto Comunidade no Centro Xalabas – di Kumunidadi – em Achada Grande Frente dá início oficialmente hoje ao Festival Internacional de Arte Pública, que decorre ao longo do mês.

Este projecto de intervenção comunitária visa activar processos de desenvolvimento local no bairro de Achada Grande Frente através da criação de circuitos turísticos alternativos, mediante a utilização d a arte urbana como ferramenta de promoção local.

Inicialmente previsto para Abril de 2020 e adiado por causa da pandemia da covid-19, o festival, de acordo com a organização, será realizado consoante as actuais condições e necessidades de segurança, com uma duração maior que permitirá uma programação menos intensiva de eventos e a presença mais gradual de artistas nacionais e internacionais.

Os 15 artistas convidados, nacionais e internacionais, irão trabalhar e residir no bairro de Achada Grande Frente, seguindo as mesmas modalidades de residência artística dos workshops desenvolvidos anteriormente, mas ao longo de um período prolongado e com vários artistas convidados a trabalhar em simultâneo.

As actividades, segundo a programação, irão acontecer ao longo do mês de Janeiro, com uma programação flexível a ser adaptada ao variar das condições de viagem e participação dos talentosos convidados.

“O festival é pensado como espaço de encontro, de troca, de relacionamento entre pessoas, entre artistas e habitantes, entre partes da cidade, como um espaço de reflexão, de provocação, questionamento, onde se reivindica a função social e urbanística da arte, a arte pública como intervenção”, asseguram os promotores.

Neste processo, os artistas irão actuar de forma dialógica com os moradores e a realidade associativa local, permitindo uma articulação entre a intervenção artística e as especificidades socioculturais do local de execução da obra.

Os artistas serão convidados para participar num período de “residência assistida” de 7 a 10 dias no lugar da intervenção, para permitir uma inserção mediada e negociada dos artistas em cada contexto.

Prevê-se a realização de obras de arte individuais e colectivas, conversas abertas e debates, actividades complementares como exposições, visitas guiadas e performance, sendo que aos artistas são reservados participações em oficinas/workshops a benefício de outros artistas e da população interessada.

A curadoria do FAP é do artista e antropólogo Lorenzo Bordonaro em colaboração com o sociólogo Redy Wilson Lima.

Desenvolvido pela ONG África 70 em parceria com a Associação Pilorinhu e cofinanciado pela União Europeia, o projecto implementou de 2017 a 2019 um programa de arte urbana, baseado em residências artísticas.

O objectivo principal do Programa de Arte Urbana é transformar Achada Grande Frente num “Bairro da Arte Urbana”, enquanto “um caso único em Cabo Verde e raro em África”, numa estratégia de promoção local que poderá no futuro tornar o bairro atrativo para fluxos de um tipo de turismo alternativo, com ganhos em termos económicos para os residentes e comerciantes da zona.

SR/AA

Inforpress/Fim

 

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