São Vicente: Xpressá promove workshop para crianças inserido nas actividades de Março-Mês do Teatro

02-03-2024 18:46

Mindelo, 02 Fev (Inforpress) – A Escola de Teatro Xpressá organizou hoje, no Mindelo, um workshop direccionado a crianças, intitulado “Pari pa mnin”, enquadrado num leque de actividades programados para a comemoração do Março-Mês do Teatro.

A responsável do programa, Patrícia Silva, adiantou à Inforpress, que o ateliê “Pari pa mnin”, com a participação de 26 crianças, faz parte do projecto “Xpaiod na palco” no qual a escola pretende organizar uma série de actividades que devem prolongar-se até ao mês de Junho.

A programação, ajuntou, iniciou na sexta-feira, 01, com a exposição "Pari" versando o universo criativo do encenador, actor e dramaturgo Di Fortes, realizado na Galeria Zero PointArt.

“Propus ao Di, além dos seus trabalhos, desafiar crianças a vir ´parir´ os seus projectos, porque basicamente estamos aqui a utilizar a técnica do Di, em que faz uma arquitectura dos seus espectáculos, antes mesmo deste ter o texto escrito para a dramaturgia”, explicou, Patrícia Silva, referindo-se ao grupo de mais de duas dezenas de crianças, dos 06 aos 12 anos.

O “Xpaiod na palco” contempla ainda a apresentação de três espectáculos, em diferentes lugares da cidade do Mindelo, montados a partir de textos de escritores nacionais como Mário Lúcio, Arménio Vieira e Júlio Fortes que estão a ser encenados pelo elenco da escola, divididos em três grupos.

Durante os três meses, a Xpressá conta apresentar performances de rua e espectáculos infantis, entre estes, "Bichos" e "Unine", que terão como palco o Centro Cultural do Mindelo, a 02 e 08 de Junho, respectivamente.

Diversos eventos, que a escola de teatro conta levar a cabo, conforme a responsável, com “muito esforço”, já que o “Xpaiode na palco” está orçado em cerca de um milhão de escudos, mas, até agora só conseguiu um patrocínio de 100 contos da Agência de Turismo Aventura.

Ademais, enfatizou a mesma fonte, as dificuldades ficam acrescidas por serem um “escola nómada” e que desenvolve as suas actividades com a ajuda de parceiros que acolhem as oficinas.

“Por outro lado, somos um colectivo, mas, não nos dedicamos ao teatro como profissão, cada um tem os seus afazeres, mas, continuamos a fazer por amor ao teatro”, ressaltou Patrícia Silva, adiantando que a mensalidade cobrada aos alunos “não dá para arriscar e pensar em pagar rendas de casa”.

Mesmo assim, a actriz mostrou-se confiante na “luta que continua” até encontrarem melhores condições de dinamizar o teatro em São Vicente.

LN/HF

Inforpress/Fim

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