Projecto Herança Judaica em Cabo Verde descerra placas comemorativas no talão judaico no Cemitério da Várzea

06-03-2024 13:39

Cidade da Praia, 06 Mar (Inforpress) – O projecto Herança Judaica em Cabo Verde procedeu hoje ao descerramento de placas comemorativas da reedificação da sepultura dos antepassados no talão judaico que remonta o século XIX, no Cemitério da Várzea, na Cidade da Praia.

A presidente do projecto Herança Judaica em Cabo Verde, Carol Castiel, disse que a sinalização das placas representa o orgulho da comunidade em poder preservar a memória e honrar a contribuição dos seus antepassados.

Segundo Carol Castiel, as pessoas desconheciam que havia uma comunidade judaica “bastante fluente” em Cabo Verde, oriundos de Marrocos, no século XIX, mas precisamente das cidades de Tânger, Rabat, Tétouan e Essaouira, que representaram o cruzamento de várias culturas.

De acordo com os arquivos nacionais, recordou, em 1864, Salomão Anore solicitou ao Governo colonial o terreno para enterrar os mortos.

No dia 03 de Fevereiro de 1865, completou, no acordo do conselho de distrito que aprovava o aforamento, a Câmara Municipal da Praia disponibilizou um terreno para o cemitério dos israelitas ao hebreu Marcos.

“Em 2024 estamos fechando um círculo tal como Marcos e Salomão. Em nome do nosso projecto de património judaico de Cabo verde estou grata à cidade da Praia por manter este cemitério sagrado e permitir fazer uma parceria para a sua manutenção e perpetuidade” considerou.

O presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, que presidiu ao descerramento das placas, disse que a capital é o lugar onde pessoas de diferentes países permanecem juntos e iniciam uma nova jornada pela possibilidade de vivenciar a diversidade juntas.

Por seu lado, o ministro das Comunidades, Jorge Santos, presente no evento, avançou que a história da nação é “profundamente marcada” pela presença dos judeus.

 “A chegada da família marcou pela positiva porque trouxe o saber, o saber-fazer comércio, um conjunto de ofício, o saber-fazer agricultura, o saber de manufatura. Ou seja, a chegada dos judeus representa também a chegada do saber, isto teve um papel fundamental para construção da nação”, finalizou.

LT/AA

Inforpress/Fim

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