IPC lança programa de valorização do Património Cultural 2024-2026 orçado em mais de um milhão de contos

23-02-2024 13:58

Cidade da Praia, 23 Fev (Inforpress) – O Instituto do Património Cultural (IPC) apresentou hoje, na cidade da Praia, o Programa de Protecção e Valorização do Património Cultural para o horizonte 2024-2026 orçado em um milhão e 400 mil contos.

A apresentação foi feita pela presidente do IPC, Ana Samira Baessa, numa cerimónia presidida pelo ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente.

O investimento Global até 2026 é um milhão e 400 mil contos e para 2024, cujos projectos já tem financiamento, o orçamento ronda os 400 mil contos, segundo Ana Samira Baessa, que destacou, em declarações à imprensa, a abrangência estratégica do programa em todo o País, agregando valores em dois sectores-chave: a educação e o turismo.

“É um programa estratégico abrangente em termos do território e que propõe agregar novos valores ao património, ou seja, nós estamos a olhar para o património como um recurso indispensável de território e tentar trazer perspectivas para que seja aproveitada neste contexto e possa representar mais valias para ao desenvolvimento sustentável do País”, enfatizou.

Conforme vincou a presidente do IPC, o programa irá consolidar os ganhos alcançados nos últimos anos em termos de intervenção do património, tendo destacado o “grande” projecto de reabilitação dos monumentos históricos culturais e religiosos que foi implementada em 2017 através do Programa de Reabilitação, Requalificação e Acessibilidades (PRAA).

Vai permitir ainda, acrescentou Ana Samira Baessa, a consolidação da gestão da Cidade Velha Património Mundial, a lista indicativa e vários outros bens que integram esse panorama cultural e patrimonial nacional.

O programa visa, não apenas, reabilitar e classificar sítios por seu valor histórico, mas também, atribuir-lhes significado para as comunidades locais, assinalou aquela responsável explicando que a educação é fundamental, já que promove a apropriação do património cultural pela comunidade, enquanto o turismo agrega valor económico aos locais, especialmente num país onde o turismo é um sector-chave para o desenvolvimento.

De acordo com a presidente do IPC, o programa busca equilibrar e representar diversas intervenções no património, incluindo inventário, classificação e valorização. Há ilhas com potencial turístico, como a Boa Vista, que carecem de bens classificados, criando desequilíbrio entre demanda e oferta.

Com o objectivo final de colocar o património na senda do desenvolvimento do País, o programa é estruturado em seis eixos: consolidação da estrutura normativa e legal, programas de educação patrimonial, monumentos, sítios e lugares de memória, património imaterial, museus de interpretação e espaços de memória e investigação histórica.

O ministro da Cultura e da Indústrias Criativas, Abraão Vicente, por seu lado, indicou que a implementação do programa se traduz em novos projectos de reabilitação patrimonial histórico e cultural e religioso nomeadamente requalificação urbana e ambiental da Cidade Velha, Igreja de São Roque, no Rabil, e o projecto faróis de Cabo Verde.

“A criação de novos espaços de memória em representação, novas classificações e representação, novas classificações património nacional, nomeadamente o batuku, funaná, olaria tradicional, a Cachupa e o pano de terra, e património Mundial a Tabanca, Campo Concentração do Tarrafal e Paisagem cultural de Cova Paul e Ribeira da Torre”, apontou o governante.

Para Abraão Vicente, os novos planos de salvaguarda, gestão e valorização representam uma visão estratégica para o património cultural no próximo biénio, consolidando não apenas a gestão e visão do IPC e do Ministério da Cultura responsável pelo património, mas também do Governo e do Estado de Cabo Verde.

TC/HF

Inforpress/Fim

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