ICIEG garante que número de casos de homicídio baseado no género mantém-se desde 2022

07-03-2024 12:54

Cidade da Praia, 07 Mar (Inforpress) – A presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género (VBG) assegurou hoje que não houve aumento de casos e que o número de cinco casos por ano de homicídio baseado no género mantém-se desde 2022.

Em entrevista exclusiva à Inforpress, Marisa Carvalho afirmou que a morte de Andira Dias de 30 anos natural da Ribeira das Patas, Santo Antão, foi o primeiro caso identificado este ano, e que durante os anos de 2022 e 2023 foram identificados apenas cinco casos.

“Este em Santo Antão confirma que é um crime baseado no género, é o primeiro em 2024, portanto não é correcto afirmar que os casos estão a aumentar como se houvessem casos mensalmente”, advertiu, esclarecendo que nem todos os casos de violência entre homem e mulher é com base no género.

Segundo a presidente, há uma percepção em Cabo Verde “como se os casos fossem alarmantes”, asseverando que para o ICIEG todas as mortes são preocupantes e basta aparecimento de um caso que já é considerado alarmante.

“O que está a falhar não só relativamente à VBG é o que está a falhar em relação ao princípio, em relação aos crimes entre os jovens e a criminalidade. No género tem a ver com os estereótipos porque há muita concepção da sociedade das relações baseadas no machismo patriarcado” explicitou, acrescentando que o sentimento de posse ainda prevalece.

Daí que, Marisa Carvalho garantiu que 2024 será um ano reservado à prevenção e campanhas de sensibilização com o intuito de explicar às pessoas como identificar a violência, o que é aceitável nos relacionamentos e como prevenir o comportamento tóxico do companheiro ou da companheira.

Refira-se que, no município de São Filipe, ilha do Fogo, um indivíduo de 38 anos suicidou-se na noite de domingo, 03 de Março, depois de ter agredido a ex-companheira com uma arma branca (faca) nos membros e na região abdominal.

A mulher de 27 anos que foi transportada para o banco de urgência do Hospital Regional São Francisco de Assis e, segundo informações do director clínico, Dionísio Semedo, permanecia “estável”, já foi encaminhada ao Hospital Universitário Agostinho Neto, na Praia.

Por outro lado, uma mulher de 30 anos foi encontrada morta em casa na segunda-feira, 04, na cidade do Porto Novo, em Santo Antão, e as autoridades policiais suspeitam de um crime passional.

O ex-companheiro Ravilton Évora, que estava desaparecido desde segunda-feira, foi encontrado sem vida na zona de Morro Braz, nos arredores da cidade do Porto Novo.

LT/ZS

Inforpress/Fim

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