Votar para pessoas com deficiência visual em Cabo Verde ainda é um desafio – CNE

Cidade da Praia, 22 Jul (Inforpress) – O direito efectivo de voto para as pessoas com deficiência visual constitui ainda uma insuficiência no processo eleitoral e na democracia cabo-verdiana, disse hoje a presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Maria do Rosário Pereira fez essa afirmação em declarações à imprensa quando fazia o ponto de situação sobre o andamento do recenseamento eleitoral no País para as eleições autárquicas de 2020.

“Todos os cidadãos têm o direito de exercer o voto em condições de segurança e acessibilidade, e que lhe seja garantido o segredo, facto que não acontece ainda para com os cidadãos com deficiência visual”, reconheceu.

Segundo aquela responsável, a CNE entende que o Estado tudo deve fazer para eliminar esta fragilidade no processo eleitoral do país, tornando-o mais inclusivo.

Para isso, sublinhou, a administração eleitoral está a trabalhar no sentido de ter disponíveis, nas assembleias de votos, perfil táctil que permitirão aos cidadãos com deficiência visual votarem pela primeira vez.

“Está sobre a mesa com o governo, através da Direcção Geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE), a aquisição de dispositivos para assembleia de voto que permitam pessoas com deficiência visual votarem sozinhos. Todas essas medidas estão sendo feito para que isso aconteça nas próximas eleições”, acrescentou.

Para além dessas preocupações, anotou ainda, que a CNE está a trabalhar no terreno para promover a participação das pessoas com deficiência, em todos os municípios, com vista a adaptar as assembleias de voto tornando-as acessíveis.

Lembrou ainda, que de nada valerá criar condições se os cidadãos com deficiência não estiveram inscritos no recenseamento eleitoral.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para a existência de 104 mil pessoas com alguma deficiência em Cabo Verde.

PC/CP

Inforpress/Fim

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