Votação electrónica nas eleições em Cabo Verde depende do consenso entre os partidos políticos – DGAPE

Cidade da Praia, 07 Abr (Inforpress) – A possibilidade de Cabo Verde avançar para o processo de votação electrónica nas eleições depende do consenso entre os partidos políticos, disse hoje, na Cidade da Praia, a responsável pela Direcção-geral de Apoio ao Processo Eleitoral (DGAPE), Arlinda Chantre.

Em declarações à Inforpress, à margem de uma conferência visando a recolha de subsídios para a revisão do Código Eleitoral que decorre na Cidade da Praia (6 e 7 de Abril), Arlinda Chantre informou, entretanto, que neste momento “o grande desafio” é a implementação do recenseamento automático.

“Estamos a concentrar todos os nossos esforços para este efeito. Garantir que nas próximas eleições todos os cidadãos maiores de 18 anos estejam automaticamente recenseados e possam constar dos cadernos eleitorais”, salientou Arlinda Chantre.

A responsável pela Direcção-geral de Apoio ao Processo Eleitoral, disse, entretanto, que o recenseamento automático não impede que se venha a realizar uma experiência piloto a nível de votação electrónica.

“O voto electrónico é uma grande questão que se coloca. O próprio Código Eleitoral prevê a realização de experiência de votação electrónica desde 1999, mas temos que ter em consideração que é um processo que se constrói”, sublinhou a responsável da DSAPE.

Neste momento ainda não existe uma decisão no sentido de se avançar para votação eletrónica. Está-se à procura de uma solução que sirva o país porque num processo eleitoral o mais importante é a segurança e confiança no sistema, realçou.

“A prioridade neste momento é garantir a automaticidade do recenseamento” visando a promoção de eleições cada vez mais transparentes, mais livres e justas no país, frisou Arlinda Chantre, na ocasião.

Recentemente, em entrevista à Inforpress, a presidente da Comissão Nacional Eleições, Maria do Rosário Pereira Gonçalves disse também que até se chegar à votação electrónica no país, é necessário que seja tomado um conjunto de medidas preparatórias.

“Pela dimensão que reveste um processo de votação electrónica será necessário criar-se uma condição logística e uma plataforma digital informática muito forte”.

Segundo a presidente da CNE, havendo consenso dos partidos políticos, poderia se escolher um círculo eleitoral, um município ou algumas mesas de assembleia de voto e fazer essa experiência.

“Até porque o actual Código Eleitoral também deixa margem para se fazer experiência de votação electrónica no país”, recordou Maria do Rosário Pereira Gonçalves.

A responsável disse ainda que a CNE tem um memorando de entendimento com o Tribunal Superior brasileiro que permite a troca de experiência, acompanhamento e implementação em caso de uma experiência de votação eletrónica no país.

JL/FP

Inforpress/Fim

 

 

 

 

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