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Voleibol: Irmãos Hélio e Isaías Sanches revigorem energias em pleno defeso e desejam melhores dias a selecção (c/vídeo)

Cidade da Praia, 20 Jul (Inforpress) – Os irmãos Hélio e Isaías Sanches, voleibolistas internacionais cabo-verdianos, profissionais no Sporting (Portugal) e Cisneros Alter (Espanha), respectivamente, retemperam as energias para a próxima temporada na praia de Gamboa e criticam a falta de competitividade da selecção nacional.

Ambos os atletas dizem-se disponíveis para envergar as insígnias cabo-verdianas nas provas internacionais, desde que haja uma boa organização e trabalho programados.

Depois de uma época vitoriosa marcada pela conquista da Taça de Portugal pelo Sporting e terceiro lugar na Liga Portuguesa da modalidade, Hélio Sanches, lamenta, entretanto, não ter ajudado a equipa a vencer o campeonato e a Supertaça, mas disse radiante pela forma como o seu nome fica registado na história do clube, que lutava há 26 anos pelo feito alcançado.

Central de grande envergadura, Hélio Sanches, 29 anos, 2,02 metros, regressou, uma vez mais, ao torrão natal para passar as férias, matar saudades da família, amigos do seu bairro da Calabaceira, na cidade da Praia, e, sobretudo, carregar as baterias para regressar ao profissionalismo, na sua máxima força.

Isto porque o atleta assume que não consegue desligar-se do voleibol, mesmo estando no defesa, já que para além de ser um profissional considera-se um “viciado” da modalidade.

Tem aproveitado este regresso à Cidade da Praia para fazer ginásios, visitar famílias e praticar vôlei de praia, modalidade que também pratica, já que o pavilhão se encontra fechado por causa da pandemia da covid-19.

Hélio Sanches afirmou à Inforpress que a forma como tem sido reconhecido como uma referência na sua terra natal “é sempre bom”, mas mostrou-se apreensivo com o futuro da modalidade no País.

Exortou os responsáveis a apostarem na formação de base para assegurar a continuidade do vólei, de forma a incentivar as crianças para a prática da modalidade.

“Prático o vólei muito a sério, porque é a minha profissão. Mesmo em momentos de lazer sou um bocadinho exigente”, clarificou o atleta que vai deixar o clube de Alvalade para outros ares, para quem Cabo Verde terá de aproveitar os atletas experimentados para transmitir os conhecimentos aos novatos, com provas regulares.

O atleta, que já leva praticamente oito anos de profissionalismo em Portugal, reprova a forma com a selecção nacional “joga pouquíssimas vezes”, praticamente de quatro em quatro anos, e mostrou-se preocupado porque desde que se afastou, há cerca de seis anos, a selecção praticamente não mais competiu.

Hélio Sanches alertou aos responsáveis que mesmo sem se competir, os atletas carecem de um ou outro treino conjunto para melhor se entrosar e se entusiasmarem em representar a selecção nacional, estratégia que para este internacional pode driblar a tão propalada falta de recursos financeiros.

Quem também partilha desta mesma ideia é o irmão mais novo, Isaías Sanches, 27 anos, também internacional e que desde 2015 escolheu o profissionalismo em Espanha, com uma passagem pela Hungria e Indonésia pelo meio, e que vai deixar na próxima temporada o CD Cisneros Alter por troca com o Club Voleibol Haris, da mesma cidade de Tenerife.

O atleta que joga preferencialmente  na zona quatro e oposto (tipo ala) de 1,97 metros prefere manter a sua estabilidade junto da família em Espanha, assume ter apaixonado pela modalidade através do irmão Hélio, com quem pratica o vólei na praia de Gamboa neste defeso, por forma a “não só partilhar momentos com amigos, como também manter o ritmo e renovar energias para enfrentar nova temporada”.

Isaías Sanches iniciou a prática da modalidade na equipa do Boavista da Praia em 2010, para dois anos depois ingressar no Inter Clube, grémio que o relançou para a selecção, na qual estreou-se em 2014 frente ao combinado da Gâmbia, antes de representar Cabo Verde em países como Congo, Marrocos, Senegal é que serviu para ganhar bastante experiência.

SR/CP

Inforpress/Fim

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