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Viver com diabetes não tem de ser um problema – médica

Cidade da Praia, 13 Nov (Inforpress) – A coordenadora nacional do Programa de Prevenção da Diabetes disse hoje à Inforpress que viver com diabetes não tem de ser um problema para o doente, desde que este saiba como controlar a doença e se alimentar.

Em declarações à Inforpress, no âmbito do Dia Mundial da Diabetes que se assinala a 14 de Novembro, Emília Monteiro, esclareceu que a doença não é um “bicho de sete cabeças” desde que o doente principalmente, o do tipo 1, saiba seguir uma alimentação saudável e equilibrada e tenha em mente de que deve medicar-se.

“A alimentação dos diabéticos não tem de sofrer alterações. Os diabéticos tipo 1 podem ter uma alimentação igual às outras pessoas, desde que seja equilibrada e saudável. É tudo uma questão de contas e não de restrições”, disse.

Neste caso, Maria Elvira Sanches, que convive com a doença desde pequena, afirmou que aprendeu a controlar diabetes, e, que com o passar do tempo e com a evolução dos tratamentos percebeu que “podia comer e fazer de tudo” desde que controlasse as dosagens do que comia.

“Aprendi a adaptar a minha vida as exigências do meu corpo e da minha doença. No início foi difícil porque os meus familiares queriam, a todo o custo, controlar os meus passos, colocando restrições, como se eu não teria depois uma vida própria”, acrescentou.

Hoje, controlo a doença como as minhas decisões e tenho ensinado aos outros a desmistificar a ideia de que diabetes se trata de uma doença que incapacita, afirmou.

Já com os doentes de diabetes tipo 2, a forma mais comum da doença que é a causada por um desequilíbrio no metabolismo da insulina e que está relacionada com estilos de vida e alimentação pouco saudáveis, e, que tem como principais factores de risco a obesidade, o sedentarismo e a predisposição genética, se deferência do tipo 1, segundo a médica, porque existe um défice de insulina e resistência à mesma.

Conforme a responsável, a diabetes tipo 2 é a mais predominante no país, pelo que ninguém deve ficar indiferente, por isso, apela a todos a se prevenirem e a seguir uma dieta saudável acompanhada por exercício físico.

Em Cabo Verde, a diabetes atinge 12,5 por cento (%) da população, segundo dados divulgados em 2017 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nas delegacias de saúde, apesar da existência de um inquérito que indica que 12% de população com a prevalência da hiperglicemia, a pessoa diagnosticada com a doença é de 2%, sendo que 50% encontra-se no concelho da Praia cumprindo um plano de tratamento, indica a coordenadora nacional do Programa de Prevenção da Diabetes.

A data que este ano é comemorado sobre o tema “Diabetes: Proteja a sua Família” é um repto no sentido de que a mudança tem início na família e que as pessoas podem mudar o seu estilo de vida.

Para assinalar a data, o Programa de Prevenção da Diabetes vai realizar em parceria com a Ordem dos Médicos, na Cidade da Praia, durante três dias, uma formação de actualização destinada a médicos que trabalham na atenção primária.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada 11 pessoas tem diabetes no mundo.

PC/CP

Inforpress/Fim

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