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Israel: Violência contra mulheres aumentou 250% no contexto da pandemia

Jerusalém, 08 Mar (Inforpress) – As queixas mensais de violência contra mulheres em Israel aumentaram 250% em 2020, num contexto de restrições devido à pandemia do novo coronavírus, divulgou hoje o jornal Haaretz, no Dia Internacional da Mulher.

No país, a desigualdade de género também aumentou, já que 70% dos desempregados devido a encerramentos de negócios são mulheres.

As denúncias de violência contra a mulher aumentaram para uma média de 699 por mês no ano passado, perante 270 registadas em 2019.

Até agora, em 2021, o número cresceu ainda mais, com cerca de 756 casos por mês, segundo o Ministério do Trabalho e Assuntos Sociais israelita.

Por sua vez, nesse período foram inaugurados dois novos centros de acolhimento e protecção para mulheres agredidas, e as autoridades estão a preparar-se para abrir mais vagas caso o número de vítimas aumente.

Em 2020, as mulheres também sofreram mais no emprego com o impacto dos confinamentos para impedir a propagação do vírus.

Na maioria dos meses, 55% dos novos desempregados eram mulheres. A taxa disparou devido aos encerramentos de negócios, representando 70% das pessoas que estavam temporariamente ou permanentemente desempregadas.

No auge do primeiro confinamento do país, em Abril de 2020, a taxa de desemprego de Israel atingiu 25%, um número muito alto em comparação com apenas 4% antes da pandemia.

O impacto da crise do novo coronavírus nas mulheres deve ser de longo prazo e pode exacerbar ainda mais a desigualdade de género no mercado de trabalho, alertam os especialistas.

Entre outros, “as mulheres que foram obrigadas a parar de trabalhar e voltar para casa para cuidar dos seus filhos terão problemas para retornar aos mesmos empregos, mesmo que a economia volte ao normal”, disse Yulia Eitan, chefe de diversidade no emprego do Ministério do Trabalho, de acordo com o Haaretz.

Esta situação também irá aprofundar a disparidade salarial e minar as oportunidades de promoção de empregos para as mulheres, advertiu a especialista.

Inforpress/Lusa

Fim

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