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Vinte e um mil acções que Estado detinha na Enacol vendidas por 87 mil contos

Cidade da Praia, 13 Dez (Inforpress) – A participação de 2,1% do capital equivalente a 21 mil acções que o Estado detinha na Empresa Nacional de Combustíveis (Enacol) foi vendida por 87 mil contos, revelou hoje o administrador da Bolsa de Valores, Edney Cabral.

A informação foi avançada à imprensa, à margem do acto de apresentação dos resultados da Oferta Pública de Distribuição e Venda de 2,1% do capital Social da Enacol detido pelo Estado de Cabo Verde organizada pela Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC), na Cidade da Praia.

Segundo Edney Cabral, foi registada durante o processo da Oferta Pública de Venda da participação de 2,1% do Estado na Enacol uma subscrição de 184 manifestação de interesse, ajuntando que a procura foi seis vezes maior do que a oferta dos 21 mil contos, ou seja, 122 mil contos.

“Cada acção tinha um preço de 3.991 escudos. Portanto, em termos de receitas para o Estado ronda os 83 mil contos. A maior parte das ordens dadas, 90%, foi dos particulares. O balanço é positivo (…)”, afirmou realçando que esta alienação irá melhorar o mercado secundário, em termos de liquidez.

Para o administrador da BVC, está operação poderá ainda servir de “despertar” das empresas e dos particulares para a utilização da Bolsa de Valores, como um “instrumento credível e transparente” de acesso ao financiamento e da diversificação das poupanças das famílias cabo-verdianas.

Por seu turno, o representante do Estado na cerimónia de apresentação dos resultados, Sandeney Fernandes, indicou que a decisão do Estado em alienar as suas acções começou em 2014, tendo o mesmo retomado o processo por entender que a Enacol é uma empresa estável no mercado.

No seu entender, o valor arrecadado pode não ser muito dentro daquilo que são as necessidades financeiras do Estado, mas, sustentou, para as famílias que sobretudo procuram alternativa de investimento, pode representar um produto financeiro de grande valia.

Avançou, por outro lado, que a venda das 21 mil acções da Enacol satisfaz ao Estado em termos de números, não do ponto de vista de receitas, mas pelo efeito multiplicador que terá na economia cabo-verdiana, reforçando que as mesmas terão a partir de agora um activo financeiro que é rentável.

“Entendemos que temos a ambição de tornar o mercado de capital cada vez mais viável, com estas acções cria, portanto, uma literacia diferente, e, havendo muita procura qualquer família a partir de hoje, pode perfeitamente no mercado secundário vende-las e ter retorno imediato”, realçou, salientando que esta medida cria dinâmica no mercado secundário e oportunidades de negócio e vai ao encontro das pretensões do Estado.

A Enacol, criada em 1979, é actualmente participada em 48,3% pelo grupo português Galp, em 38,7% pela Sonangol Cabo Verde e, além do Estado cabo-verdiano, em 10,9% por outros pequenos acionistas.

De acordo com o último relatório e contas da empresa, a Enacol apresentou um resultado líquido de 841,9 milhões de escudos, um aumento de 20% face aos resultados de 2017, enquanto os resultados operacionais cresceram 30%, para 16.965 milhões de escudos.

O capital social da Enacol é de um 1.000 milhões de escudos, representado por um milhão de acções, com um valor nominal de 1.000 escudos.

Em todo o ano de 2018, a empresa vendeu 243.430 toneladas de produtos petrolíferos, um aumento de 7% no espaço de um ano, correspondente a uma quota de mercado que desceu 1,4 pontos percentuais, para 52,5%.

CM/CP

Inforpress/Fim

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