Vinte e cinco empregadas domésticas capacitadas nas áreas de pastelaria, panificação e cuidadores de pessoas especiais

Cidade da Praia, 05 Jun (Inforpress) – A Associação Cabo-verdiana de Luta Contra a Violência Baseada no Género (ACLCVBG) procedeu hoje à atribuição de 25 certificados a empregadas domésticas formadas nas áreas da pastelaria e panificação e de cuidadores de pessoas especiais.

Trata-se de um projecto idealizado no quadro da “responsabilidade e solidariedade em prol da inclusão social”, financiado pela Cooperação Portuguesa em parceria com a Associação das Trabalhadoras Domésticas e o Centro de Formação e Capacitação, com a duração de três meses.

A representante da (ACLCVBG), Adélcia Almeida explicou à imprensa que esta iniciativa resultou de uma aposta da organização que representa, como forma de capacitar as empregadas domésticas cujos postos de trabalho desapareceram por causa da pandemia da covid-19.

“Constatamos que grupos de trabalhadoras domésticas acabaram por perder as suas fontes de rendimento e de empregos. Esta formação visava, sobretudo, fazer com que as formadas trabalhem no sentido de retornarem ao mercado de trabalho. Para além da formação em outras áreas, pretende-se reforçá-las para poderem ter melhores competências em empreendedorismo”, frisou.

Adélcia Almeida revelou que esta simboliza a primeira fase e que engloba outras formações no quadro do processo de empoderamento das trabalhadoras domésticas, opinião partilhada pela presidente da Associação das Trabalhadoras Domésticas, Maria Gonçalves, para quem simboliza “uma mais-valia para a classe” que se sente mais capacitada em áreas sociais e de panificação.

Maria Gonçalves disse esperar que, com mais esta capacitação, as recém-formadas consigam superar o “baixo salário”, porquanto acredita que dada à forma como o País “precisa de cuidadores para idosos e pessoas com deficiência”, novos postos de trabalho abrir-se-ão numa altura em que “a maioria está no desemprego”.

Já em representação das recém-formadas, Delcide Alfama disse esperar um futuro risonho com esta formação, alegando que sempre se reviu na pastelaria e que conseguiu, com esta formação, ganhar fôlegos e motivação para solicitar um mini-crédito de forma a poder investir no seu próprio negócio, para evitar a dependência total do emprego de empregada doméstica.

SR/HF

Inforpress/Fim

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