Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

VII EELP: Apesar da utilização das novas tecnologias na literatura os livros nunca vão deixar de existir – Diana Andringa

 

Cidade da Praia, 26 Out (Inforpress)- A jornalista portuguesa Diana Andringa considerou hoje que apesar da utilização das novas tecnologias na divulgação da literatura, os livros nunca vão deixar de existir, mas que é necessário aproveitar as tecnologias para expandir as letras.

A documentarista, que produziu em 2002 e 2013 temas como “ Timor-Leste, O sonho do Crocodilo” “Guiné-Bissau: As duas Faces da Guerra” e “Dundo, Memória colonial, Tarrafal: Memórias do Campo da Morte Lenta”, está em Cabo Verde para participar no VII Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, que acontece de hoje até o dia 29, na Cidade da Praia.

Diana Andringa participa esta sexta-feira, 27, num debate sobre “Novas Tecnologias de imagem e a internet”, em que vai discorrer sobre o tema “Uma palavra pode valer mil imagens”.

Para esta jornalista, desde 1965, uma imagem condiciona mais as pessoas, visto que ao ver uma imagem as pessoas guardam na memória aquilo que viram, mas quando lêem um livro, cada um faz um filme através da leitura.

“O livro é mais rico e da mais ideias e há questões que são muito difíceis tratar com a imagem e que são mais fáceis tratar com a palavra. Acho que temos que apreender a jogar com tudo isto para que seja uma riqueza”, disse.

Diana Andringa defendeu que apesar de agora ser possível ir a internet e encontrar um livro ou um poema disponível, os livros nunca vão desaparecer, pois, explicou, as pessoas precisam do livro para “pensar, para mexer e remexer”.

Entretanto, alertou para a necessidade de enriquecer a literatura com palavras, som e imagem, e quiçá, com olfacto.

“Temos cada vez mais programas sobre livros e as pessoas gostam de ouvir textos de escritores nas novas tecnologias e nos meios audiovisuais. Agora o que temos é muito mais possibilidade de comunicarmos uns com os outros, de falar e de nós nos aproximarmos, através dos meios de comunicação”, afiançou.

Ainda no mesmo painel, o realizador Angolano Zézé Gamboa vai apresentar a sua segunda longa-metragem de ficção, “O grande Killapy”, que depois de ter estreado em Portugal, passou por Angola, Brasil e Cabo Verde.

Para o homem do cinema, a literatura e o cinema estão fortemente ligados, uma vez que a literatura é uma das primeiras ferramentas utilizada no cinema.

“Desde sempre que a literatura tem uma forte componente do cinema, porque um guião mesmo que não seja adaptado de um livro, tem esse lado do que está escrito e que temos mais tarde de filma-lo e fazer aquilo que chamo a magia do filme”, explicou.
Para Zézé Gamboa, nem sempre um livro que é transformado em filme fica bom, pois, pode perder a essência.

Afirmou ainda que uma pessoa ao ler um livro fica activa, cria as suas próprias imagens, o cheiro e o ambiente, mas ao ver um filme essa pessoa fica passiva, uma vez que as imagens e os sons os deixam relaxadas.

Para além de Diana Andringa e Zézé Gamboa, são também oradores do painel “Novas Tecnologias de imagem e a internet” os escritores Vera Duarte, Fátima Bettencourt, César Schofield Cardoso, Rui Simões, António Pedro Vasconcelos, António Carlos Sechin e Numo Pinto.

No período de manhã, temas como a “Lusofonia Literatura e Televisão”, “Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão”, “Cinematografias Quotidianas em Cabo Verde” vão estar em debate.

Já no período da tarde, serão abordados os temas como “A bendita Mania de Contar”, “A poesia na Internet”, “Literatura e Internet”, “As Manifestações das Novas tecnologias de Comunicação nas Artes Performativas”.

AM /JMV

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos