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VII edição do Festival do Café do Fogo decorre nos dias 23 e 24 de Abril na cidade de Igreja

São Filipe, 21 Abr (Inforpress) – A VII edição do Festival do Café do Fogo, cujo objectivo é valorizar e promover aquele que é considerado um dos melhores cafés do mundo, decorre durante dois dias, 23 e 24, devido à pandemia da covid-19.

Desde a primeira edição realizada em 2014, apenas no ano passado não se realizou o Festival do Café do Fogo e este ano foi adaptado ao contexto da crise sanitária e vai também homenagear todos quantos têm contribuído para a afirmação da cafeicultura nos Mosteiros.

Através de uma nota de imprensa, a Câmara Municipal dos Mosteiros, enquanto instituição promotora, constata-se que a programação é menos densa que nas edições anteriores e com a participação do público limitada, mas mesmo assim a sua realização constituirá uma oportunidade para reunir produtores, proprietários, empresários, dirigentes políticos, especialistas, empresas e operários deste sector para momentos de partilha e de contactos.

A edição deste ano do Festival do Café do Fogo é antecedida de uma feira de artesanato e do agro negócio, que começa na quinta-feira, 22.

Na mesma ocasião vai ser realizada uma sessão especial do encontro literário “Café com versos”, para apresentação da obra “Manual di mudjer”, do artista Princezito.

O lançamento da obra de Princezito, do seu nome Carlos Alberto Sousa Mendes, estava previsto para meados de Fevereiro, mas foi adiado devido a problemas de transporte na altura e vai ser lançado agora, num acto que deverá acontecer na Praça Azambuja.

A apresentação vai estar a cargo da professora da Escola Secundária Pedro Pires (Ponta Verde), Verónica Barbosa.

De acordo com a programação do festival, após a sessão de abertura, realiza-se a 3ª corrida do café do Fogo, no percurso Pai António, Cutelo Alto (zonas altas) até cidade de Igreja, a realização da mesa de diálogo sobre a “Certificação biológica do café”, que contará com a participação da empresa portuguesa Agricert, ligada a certificação de produtos agrícolas, da organização não-governamental italiana Cospe e de outros convidados e parceiros locais, café da tarde e música ao vivo com Pró-Kultura.

A prova é de nove quilómetros para atletas masculinos e sete quilómetros para femininos, é um dos pontos altos da VII edição do festival e a organização está a contar com participação de pouco mais de 40 atletas, provenientes de cinco, nomeadamente, Fogo, Boa Vista, Santiago, São Nicolau e São Vicente, além do atleta cabo-verdiano do Benfica de Portugal, Samuel Freire, vencedor da XIII Corrida da Liberdade, convidado especial desta edição.

Para o segundo dia e de acordo com a programação, estão previstas outras actividades como café da manhã em Monte Barro, final de concursos sobre café do Fogo, nomeadamente de poesia, confecção de bolo de café, “café com ajunta”, entrega de prémios de concursos e música ao vivo com artistas locais e Princezito.

O festival coincide com o período final da colheita de café nas zonas altas do município dos Mosteiros, e pelas informações recolhidas junto de alguns proprietários a produção é dos últimos anos tem sido “fraca e abaixo da expectativa”.

O café é cultivado, principalmente, na área montanhosa e fértil dos Mosteiros, envolto por diversos microclimas e sem presença de produtos químicos (produção orgânica), sobretudo do Morgadio de Monte Queimado, a maior propriedade unificada de produção de café na ilha, premiada, por duas vezes, com a Medalha de Ouro da Exposição Colonial no Porto, em 1934 e Lisboa em 1949, como “o melhor café do império”.

Igualmente, no início do séc. XX, o café do Fogo foi apresentado na Exposição Universal de café do Império Português, superando em qualidade os cafés de Angola, São Tomé e Príncipe e Timor.

Em 1917 e 1918, o café do Fogo conquistou os primeiros prémios numa exposição agrícola realizada na Cidade da Praia, além de ter tido uma participação na grande exposição da Índia Portuguesa, em 1954.

JR/AA

Inforpress/Fim

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