VIH/Sida: Primeiro-ministro admite persistência de “desafios importantes” em relação à prevenção e ao acesso universal

Cidade da Praia, 30 Mai (Inforpress) – O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse hoje, na Cidade da Praia, que ainda persistem “desafios importantes” em relação à prevenção e ao acesso universal ao tratamento do VIH/Sida em Cabo Verde.

A afirmação foi feita na abertura da Reunião Regional sobre o VIH/Sida na África Ocidental e Central, decorre na Cidade da Praia.

“O nível de prevalência entre pessoas com deficiência, desigualdades de género, a homofobia, o estigma e a discriminação contra pessoas com VIH continuam a ser os desafios a vencer”, precisou.

No entanto, assegurou que o compromisso do Governo em aprofundar as iniciativas preventivas relacionadas com essa efermidade.

Neste sentido, lembrou que uma lei aprovada no parlamento estabelece como prioridades estratégias a promoção da saúde, a prevenção de doenças e a fixação de objectivos.

De entre esse objectivos, o primeiro-ministro destacou a redução de novas infecções entre adolescente e adultos, eliminação da transmissão de mãe para filho, diminuição da mortalidade, melhoria da qualidade de vida das pessoas infectadas e combate a todas as formas de discriminação.

A nível continental, apontou que as evidências científicas demonstram que a prevalência do VIH nas populações “chave”, mormente em profissionais de sexo e em homens que fazem sexo com homens, são “muito elevadas”.

“Em mais de 35 anos de história de luta com VIH/Sida no nosso País, muitas lições foram apreendidas.  De entre elas, a de que uma resposta estruturada e eficiente se faz num ambiente institucional e social onde a pluralidade, o respeito pela diversidade, pela dignidade da pessoa e pelos direitos humanos configuram a base para a formulação e implementação das políticas e actividade”, observou o chefe do Governo.

Por isso, considerou que este fórum regional perspectiva revitalizar a resposta ao VIH/Sida num contexto desafiador e, ao mesmo tempo, criar um engajamento político para uma resposta eficaz e propor soluções aos múltiplos problemas que afectam as populações.

De acordo com uma nota do Ministério da Saúde, actualmente, na África Ocidental e Central, as populações mais afetadas pelo VIH/SIDA são mulheres jovens, crianças, trabalhadores sexuais, homens que fazem sexo com homens, pessoas transgéneras, e utilizadores de drogas injetáveis.

As raparigas adolescentes e mulheres jovens são responsáveis por quase três em cada cinco adolescentes entre os 10-19 anos que vivem com o VIH, sendo as mulheres jovens “desproporcionadamente afetadas” pelo VIH na região, por causa de elevados níveis de desigualdade de género, violência baseada no género, e violência sexual.

Em situações de conflito, aponta a mesma fonte, a violência sexual é geralmente utilizada como estratégia de guerra, sendo as mulheres jovens particularmente vulneráveis.

“Além disso, estes grupos populacionais chave tornam-se vulneráveis pelo estigma, incluindo a auto-estigma, a discriminação, a criminalização e o medo, que constituem barreiras ao acesso à informação, e aos demais serviços que deveriam protegê-los da infecção pelo VIH”, alertou o documento.

Em Agosto de 2021, em Abidjan (Costa do Marfim), foi acordado prosseguir e alargar a conversa de modo a incluir governos, implementadores de programas nacionais, e parceiros técnicos e financeiros, a fim de construir o compromisso de repensar e reforçar programas populacionais chave na região.

OM/AA

Inforpress/Fim

 

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