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“VIH na População-Chave: Que Cuidados Adicionais?” é um dos temas do novo Boletim de Farmacovigilância

 

Cidade da Praia, 03 Jan (Inforpress) – “VIH na População-Chave: Que Cuidados Adicionais?” é um dos temas abordados na nova edição do Boletim de Farmacovigilância, publicado pela Agência de Regulação e Supervisão de Produtos Farmacêuticos e Alimentares (ARFA).

A nova publicação informa que em Cabo Verde, a transmissão sexual associada a comportamentos de risco continua a ser o “grande desafio”, onde a população mais infectada tem idades acima dos 25/30 anos.

Contudo, o boletim diz que a taxa de incidência do VIH é de 0,8% na população global, de 3% entre os usuários de drogas, 5% entre os profissionais do sexo e 6% entre homens que fazem sexo com homens, verificando-se uma estagnação das transmissões, com tendência para a redução.

De acordo com a publicação, apesar do avanço conseguido nas últimas três décadas, comunidades e indivíduos mais vulneráveis e marginalizados continuam a ser afectados desproporcionalmente relativamente ao VIH.

A nível mundial, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas transgéneros, usuários de drogas e prisioneiros, representaram em 2016, 40% das novas infecções por VIH, continuando em muitos países a serem negados os serviços de saúde mais básicos, revela o boletim.

A nova edição do Boletim de Farmacovigilância apresenta as considerações a serem apreciadas no tratamento das populações chaves, grupos definidos que, devido a comportamentos específicos de risco, estão em maior risco do VIH, independentemente do tipo de epidemia ou contexto local.

O boletim refere também sobre questões legais e sociais associadas aos comportamentos das populações chaves, o que aumenta a vulnerabilidade ao VIH.

Em relação ao tratamento, o boletim diz que as populações-chave que vivem com o VIH devem ter o mesmo acesso à terapia antirretroviral que outras populações.

A OMS recomenda o inicio da terapêutica antirretroviral em todos os indivíduos com VIH, independentemente do estágio clínico da OMS ou da contagem de CD4, com prioridade para os indivíduos com: 1) VIH e tuberculose activa; 2) co-infecção com VIH e vírus da hepatite B e com evidência de doença hepática crónica severa; 3) VIH em casais sero-discordantes.

Entretanto, não existe nenhuma recomendação de terapêutica antirretroviral específica para indivíduos da população-chave.

No entanto, por causa do estigma, discriminação e marginalização, frequentemente apresentam atraso no tratamento.

A nova publicação sublinha também a necessidade de se conhecer os medicamentos que os indivíduos utilizam devido ao potencial de interacções medicamentosas, que para muitos na população-chave, pode incluir drogas recreativas, medicamentos para co-infecções e comorbidades, e entre pessoas transgénero, a presença de hormonas do sexo oposto.

JL/JMV

Inforpress/Fim

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