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Vice-primeiro-ministro garante que ‘stock’ da dívida pública é sustentável

Cidade da Praia, 16 Jun (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças garantiu hoje que o “stock” da dívida pública, que ronda os 150 por cento (%) do Produto Interno Bruto (PIB) é “sustentável ” e que o Governo tem condições para pagar.

A garantia foi dada em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, para fazer o balanço da missão do Grupo de Apoio Orçamental (GAO), que durante uma semana discutiu com as autoridades o quadro macro-económico do país e os aspectos para o relançamento da economia.

Segundo Olavo Correia, para pagar essa dívida o Governo tem de finalizar uma estratégia de negociação com os parceiros para a conversão da dívida pública em projectos de investimentos estruturantes para Cabo Verde.

“Isto não depende só do Governo, mas ao mesmo tempo vamos trabalhar num plano a médio e longo prazos (…) e esperamos que após a pandemia o País possa entrar numa trajectória de investimento económico e que tenhamos condições para voltarmos ao percurso de redução da dívida pública em percentagem do PIB”, projectou o ministro das Finanças.

No entanto, Olavo Correia lembrou que de 2016 a 2019, Cabo Verde percorreu uma trajectória de redução da dívida pública em percentagem do PIB, situando em 124%  em 2019 e à volta dos 130 %  em 2016, o  que classificou de um percurso de “muito  positivo”.

Por outro lado, esclareceu que com a chegada da pandemia, em 2020, houve um “duplo efeito” sobre o rácio da dívida pública em percentagem do PIB, que implicou, conforme precisou, fazer mais despesas para gerir a emergência na saúde, protecção civil, das empresas, das famílias e no financiamento do plano de vacinação.

“Tudo isto fez aumentar a dívida nominal e, para além disso, estamos a viver a maior recessão económica na história do nosso país, à volta de 15%. Nunca Cabo Verde tinha tido com uma recessão económica com esta amplitude”, frisou Olavo Correia.

Por seu turno, a representante residente do Banco Mundial, Ineida Fernandes, reiterou o apoio “contínuo” do GAO à Cabo Verde, afirmando que os parceiros de desenvolvimento reconhecem o “forte impacto” da pandemia e os esforços do Governo  para  minimizar  as  suas  consequências.

Por outro lado, avançou que o GAO está “preocupado” com os novos desafios que a pandemia impõem à taxa de emprego, enaltecendo, “apesar das dificuldades”, o empenho do Governo em melhorar a empregabilidade.

A representante do GAO asseverou que a necessidade de uma transformação das actuais medidas de mitigação numa estratégia de recuperação financeira viável, sustentável e inclusiva recebeu toda a atenção dos parceiros do apoio orçamental.

“O Governo indicou que está a ser preparado uma estratégia de recuperação de 18 meses e os parceiros adiantaram que é necessário tempo antes que esses investimentos aumentem consideravelmente as receitas  internas“,   esclareceu Ineida Fernandes, advertindo que a reactivação do sector do turismo dependerá da evolução externa e do ritmo de implementação do plano de vacinação.

A missão do GAO é integrada por Luxemburgo, Portugal, a União Europeia, o Grupo do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD) e o Grupo do Banco Mundial, que financiam o orçamento do Estado através de donativos e empréstimos em apoio às prioridades do Governo na política nacional de desenvolvimento.

OM/HF

Inforpress/Fim

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