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Vice-primeiro-ministro diz que a reprivatização da CVTelecom consta da agenda mas não é prioritário

Cidade da Praia, 12 Jan (Inforpress) – O vice-ministro, Olavo Correia, disse hoje que a reprivatização da CVTelecom é tema que consta da agenda do Governo, mas que, neste momento, “não é prioritário”.

“Durante 2022, vamos voltar a colocar na agenda. Como se sabe, estamos num contexto pandémico em que o mercado está em recessão, pelo que temos que encontrar o melhor momento para reprivatizarmos a Cabo Verde Telecom”, alegou o ministro das Finanças que é igualmente ministro da Economia Digital.

Segundo Olavo Correia, a reprivatização da CV Telecom vai ser “um trabalho feito com calma” para que se possa maximizar o valor para o Estado e os contribuintes cabo-verdianos.

O vice-primeiro-ministro fez estas considerações à Inforpress à margem da cerimónia de assinatura do novo contrato de concessão do serviço público de comunicações electrónicas com a CVTelecom, que foi presidida pelo chefe do Governo.

À semelhança do que defendeu Ulisses Correia e Silva, o vice-ministro entende que, utilizando as tecnologias de informação e comunicação, o País pode criar as condições para que o cidadão cabo-verdiano, em qualquer parte do mundo ou do arquipélago, “possa aceder ao serviço do governo central e municipal em sua casa a qualquer hora do dia”.

“Isto é uma oportunidade extraordinariamente importante para um país arquipelágico [como Cabo Verde] que é também diaspórico”, indicou Olavo Correia.

Em matéria de educação, sublinhou, as novas tecnologias proporcionam igualmente benefícios aos que se encontram noutras partes do arquipélago.

“Não precisamos ter universidades em todas as ilhas e nem professores em todas as ilhas. Com um único professor, mas com bom sistema digital, podemos garantir ensino de qualidade com docentes estrangeiros e cabo-verdianos na diáspora para todos os alunos e em todas as ilhas de Cabo Verde”, pontuou Correia.

Na sua perspectiva, com a internet 5 G é possível criar condições para que o sistema de saúde cabo-verdiano esteja integrado no sistema de saúde global.

Assim, apontou, os médicos cabo-verdianos na diáspora, a partir da sua clínica, podem prestar um serviço médico ao sistema nacional de saúde cabo-verdiano.

Para o governante, Cabo Verde tem condições para atrair “grandes empresas internacionais” para o seu Parque Tecnológico e a sua Zona Económica Especial, criando “empregos qualificados e bem remunerados”.

O novo contrato de concessão com a CVTelecom foi reduzido de 25 para 20 anos e Olavo Correia explicou que isto se deve ao facto de as mudanças estarem a ocorrer em tempo recorde.

“Quanto menor for o tempo, maior é a flexibilidade para o Governo, mas também para a própria concessionária”, afirmou, acrescentando que com novo contrato a CVTelecom fica obrigada a fazer “investimentos importantes” que, no mínimo, rondarão os 20 milhões de dólares americanos por ano, para que o País possa dispor de redes de comunicações internas e externas de qualidade.

LC/ZS

Inforpress/Fim

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