Vice-PM defende maior valorização das formações profissionais em Cabo Verde

Cidade da Praia, 22 Jan (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, defendeu uma maior valorização das formações profissionais, salientando que no dia em que houver essa mudança de atitude, Cabo Verde dará um passo extraordinário.

“É tão importante ser um enfermeiro como ser um médico, é tão importante ser um emprego de mesa e de bar como ser um ministro, é tão importante ser um pedreiro como ser um engenheiro. E nós temos em Cabo Verde de valorizar os feitos e não os títulos. O que importa é o que cada um faz por Cabo Verde e não o título que ostenta”, disse.

Olavo Correia, que falava aos jornalistas no final de uma visita de trabalho ao Centro de Emprego e Formação Profissional da Praia, realçou, por isso, toda a aposta do executivo no sector da formação profissional como forma de dar aos jovens cabo-verdianos qualificação e competências para desempenhar o seu trabalho com qualidade e ter uma remuneração condigna.

“É assim que o país avança. E estamos aqui para mudar a vida dos jovens, não subsidiando através do assistencialismo, mas dando-lhes competências para que eles possam viver na base do suor do seu esforço e todos os dias, cada um de nós, a colocar uma pedra para construir um Cabo Verde melhor”, disse.

Neste sentido garantiu que todos os jovens cabo-verdianos, querendo e tendo vontade e atitude, podem ter acesso à formação profissional, independentemente da condição financeira dos pais.

“Nós não podemos permitir que a pobreza dos pais seja um argumento para perpectuação da pobreza do filho. Portanto se os pais não têm condições para garantir que os filhos tenham acesso à formação profissional, o Estado tem essa obrigação de criar essas condições para que os jovens tenham formação e ter uma vida melhor”, sustentou.

Durante a visita ao Centro de Emprego e da Formação Profissional, Olavo Correia foi confrontado com alguns desafios e algumas dificuldades entre as quais a falta de equipamentos para criação de mais oficinas, por exemplo, nas áreas de alimentação e da informática para dar vasão ao mercado de trabalho.

A falta de técnicos é outro factor que tem imperado o melhor desempenho desse estabelecimento, segundo a directora do centro, Celina Semedo.

Confrontando com estas situações, o vice-primeiro-ministro disse que são desafios com solução e reiterou todo o engajamento político do Governo.

“Estou cá para ajudar a resolver os problemas e vencer os desafios. Temos um mandato claro do chefe do Governo para removermos essa barreira e garantir a todos os jovens em Cabo Verde uma oportunidade de formação profissional e de emprego para que cada um possa viver na base do suor do seu próprio esforço”, disse.

A intenção do Governo, segundo Olavo Correia, é de atingir no mínimo 10 mil jovens por ano. Já no ano passado essa meta foi alcançada e para 2020 o objectivo é de aumentar o caudal seja em termos de número, como também em termos de qualidade por forma a que os jovens beneficiados encontrem mercado de trabalho e tenham efectivamente uma vida melhor.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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