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Vereadora faz apelo à população para se escusar a oferecer dinheiro ou alimentos a crianças em situação de rua (c/áudio)

Mindelo, 25 Mar (Inforpress) – A vereadora de Acção Social da Câmara Municipal de São Vicente, Lídia Lima, fez hoje um “veemente apelo” à população da ilha para não oferecer dinheiro, vestuário ou alimentos a crianças em situação de rua.

A responsável, que fazia o balanço dos dois meses de funcionamento do projecto Centro de Acolhimento Irmãos Unidos que acolhe, em regime semifechado, 12 crianças e adolescentes, considerou que a postura de doar dinheiro, vestuário ou alimentos a crianças “só prejudica o trabalho em curso”.

“Constatamos que as pessoas continuam a dar alimentos e dinheiro a essas crianças e adolescentes, e por esta razão elas continuam a ter o gosto de estar na rua”, concretizou a vereadora, que, assim, pede ajuda à população pois, no centro de acolhimento, ajuntou, as crianças e adolescentes têm “todas as condições reunidas, todo o conforto em alimentação, higiene e tudo o que é necessário num lar”.

Conforme explicou, o projecto, desenvolvido pela Câmara Municipal de São Vicente em parceria com a Cáritas, funciona em regime semifechado em que as crianças têm a liberdade, de acordo com um horário estipulado pelos monitores, de sair do centro para passear.

Contudo, avançou, a permanência dessas crianças na rua por um período mais longo do estabelecido pelos monitores têm sido um dos constrangimentos do projecto, que advém do facto de elas terem adquirido “muitos vícios”, porque passaram “muitos anos na rua”.

“Não será fácil fazer permanecer essas crianças no centro se as pessoas continuarem a alimentá-las o vício de elas estarem na rua”, sintetizou Lídia Lima, já que no seu dia-a-dia, no centrou, precisou, elas têm “todas as condições reunidas”.

“Qualquer apoio dirigido a essas crianças deve ser encaminhado ao centro, às Aldeias SOS ou ao ICCA e nunca directamente às crianças”, pediu a vereadora, que lembrou que as condições logísticas que foram criadas para o espaço estão a funcionar “muito bem”.

O Centro de Acolhimento Irmãos Unidos, que se localiza na zona de Chã de Alecrim, funciona com sete funcionários, entre eles quatro monitores, um coordenador, uma cozinheira e uma empregada de limpeza.

“Ou seja, as crianças têm um espaço que podem considerar um lar para estarem no seu dia-a-dia”, concluiu a vereadora, que pretende ainda trabalhar com as agências de viagens que acolhem navios de cruzeiro no sentido de estas informarem os turistas para não oferecerem dinheiro às crianças e adolescentes.

AA/ZS

Inforpress/Fim

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