VerdeFam realiza testes gratuitos durante primeira Semana Internacional do Teste 

Cidade da Praia, 23 Nov (Inforpress) – A Associação Cabo-verdiana para a Protecção da Família (VerdeFam) pretende aplicar 280 teste rápido de VIH-Sida, hepatite B e C e sífilis durante a primeira edição da Semana Internacional do Teste, avançou hoje a directora executiva desta organização.

A Semana Internacional do Teste, que decorre de 23 a 29, acontece em todos os países lusófonos, é uma iniciativa da Coalition Plus, uma rede internacional de luta contra a Sida e hepatites virais, da qual a VerdeFam é parceira, e que tem como objectivo chamar a atenção para a importância do rastreio, o primeiro passo para uma “resposta eficaz” às epidemias.

Segundo Elisabete Xavier, o objectivo é fazer o rastreio a nível de algumas infecções sexualmente transmissíveis nas suas estruturas físicas no Palmarejo e na Várzea, nos postos clínicos móveis em Tira chapéu, Bela Vista, Achada Santo António, Achada Grande, Sucupira e outras zonas da Praia.

“Habitualmente realizamos os testes de despistagem do VIH, mas nessa semana é permitido integrar os outros testes. Para além do VIH, vamos ter hepatite B, hepatite C e sífilis”, disse à Inforpress, informando que a ideia é realizar 280 teste para cada uma dessas infecções.

Elisabete Xavier apela às pessoas a aderirem a esses rastreios gratuitos nas comunidades, alertando-as que muitas vezes são infecções cujos sinais e sintomas são “difíceis de detectar”.

“Uma pessoa sabendo a sua situação perante essa infecção poderá fazer o tratamento, cuidar de si, cuidar do seu parceiro e cuidar dos outros, porque o rastreio é sempre a primeira etapa de combate de qualquer problema a nível de saúde”, alertou.

Para além de rasteiro, durante esta semana, a associação vai estar a esclarecer questões e a organizar acções de sensibilização para a importância do rastreio através da distribuição de preservativos.

Neste tempo da pandemia do novo coronavírus, a mesma fonte assegurou que a VerdeFam continuou a dar uma atenção especial aos portadores de VIH, fazendo o “devido acompanhamento”, seja por telefone, seja a nível de sensibilização para continuarem com o tratamento, dando-lhes a garantia de que as estruturas de Saúde estão preparadas para dar uma resposta “em segurança”.

Em Cabo Verde, em 2019, de acordo com a cascata de tratamento do CCS-Sida, 81 por cento (%) de pessoas que vivem com VIH conhecem o seu estatuto sorológico positivo.

AM/AA

Inforpress/Fim

 

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