Venezuela: Oito governos da América Latina pedem respeito pelos direitos humanos

 

Caracas, 05 Mai (Inforpress) – Os Governos de oito países da América Latina emitiram na quinta-feira um comunicado conjunto a condenar a repressão das forças de segurança contra manifestantes venezuelanos e instando Caracas a respeitar os direitos humanos dos cidadãos.

“Condenamos o uso excessivo da força, por parte das autoridades venezuelanas, contra a população civil que se manifesta para protestar contra as medidas do Governo que afectam a estabilidade democrática, polarizam ainda mais a sociedade venezuelana e ocasionam a perda de vidas humanas, na maioria jovens”, refere o comunicado.

O documento, divulgado pelo Ministério de Relações Exteriores colombiano, foi emitido em conjunto pelos Governos da Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México e Paraguai,

“Deploramos a deterioração da situação interna e o aumento da violência na República Bolivariana da Venezuela, que desde 06 de Abril tem deixado um crescente número de mortos e centenas de feridos”, afirma.

No documento, os oito países fazem “um apelo enérgico ao Governo venezuelano para que respeite os direitos humanos dos seus cidadãos, como contempla a sua Constituição”.

“Como actual membro do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a República Bolivariana da Venezuela tem a obrigação de aplicar as normas mais estritas sobre a promoção e protecção dos direitos humanos, no cumprimento dos compromissos e obrigações derivados dos tratados internacionais que assinou e ratificou sobre o tema”, explica.

Os oito estados latino-americanos reiteram ainda “a importância de cumprir o calendário eleitoral, libertar os presos políticos, restituir as funções da Assembleia Nacional, democraticamente eleita, assim como garantir a separação de poderes” na Venezuela.

“Por último, fazemos um apelo a todos os sectores para não darem aval a acções que gerem mais violência, e manifestamos a nossa convicção de que chegou a hora de celebrar um acordo nacional incluidor, que forneça uma solução duradoura à crítica situação na Venezuela”, conclui.

Lusa/Fim

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