Vendedeiras da Rua Pedonal de Achada António reivindicam melhores condições de trabalho

 

Cidade da Praia, 19 Abr (Inforpress) –  As vendedeiras da recente Rua Pedonal (Achada Santo António), junto à Escola técnica, estão a reivindicar melhores condições para a venda, mormente a colocação de placas para a protecção para os seus produtos, expostos ao sol.

Num périplo por aquele mercado, a Inforpress constatou que a reivindicação principal relaciona-se com a colocação de uma protecção capaz de “livrar” as vendedeiras do sol que se faz sentir naquele mercado entre às 09:00 e às 16:00.

E esta reivindicação é unânime, a julgar pelas declarações à reportagem da Inforpress, com as vendedeiras a demonstrarem-se “agastadas” com a situação vigente no mercado.

E isto porque, segundo Samira Cabral, locadora deste mercado, a situação é “critica porque esta ausência de protecção tem afastado as pessoas, principalmente “neste este mês quando a luminosidade se faz mais sentir”.

“As pessoas    vêm com ânimo para fazer compras, mas ao regatearem, embora com o preço acessível, ficam logo agastadas com o sol e mesmo com a falta organização deste local”, declarou   a “rabidante” (vendedeira).

Acrescentou ainda que produtos como roupas, chinelos, desodorizantes, cremes e outros, podem passar do prazo de validade prematuramente, “dada a uma larga exposição ao sol”.

Por isso, esta mãe de família pergunta o porquê de a câmara da Praia não cumprir todas as promessas às vendedeiras de condições para fazer negócios e melhor as condições em relação às “esquinas das ruas de Achada Santo António”, onde anteriormente laboravam.

Reny Laves, um vendedor descendente da Ilha do Fogo, diz que está “estupefacto” com as promessas não cumpridas pela edilidade praiense e lamenta a condição dos seus colegas de trabalho neste mercado.

“Desde cedo e até sairmos sofremos com o sol, com o vento e mais ainda com pessoas que querem comprar, mas não podem, porque não suportam o calor e falta de condições”, denunciou o jovem vendedor.

Contactado pela Inforpress, o vereador pelos pelouros das Infra-estruras e Bens Socais da Câmara Municipal da Praia, Rafael Fernandes, reconheceu que as vendedeiras pediram o sombreamento do local, defendendo que elas se prontificaram em conseguir a solução para esse problema.

Esclareceu, contudo, que “nunca houve uma promessa” da câmara para colocar protecção para as vendedeiras, reconhecendo que houve uma solicitação das vendedeiras, “mas sem comprometimento” da edilidade.

E mesmo assim, o vereador disse que é uma questão para resolver em concertação com as vendedeiras, indicando que a câmara já executou este projecto dotado de todos os modos de trabalho para a satisfação das vendedeiras deste mercado.

“Antes vendiam na rua sem nenhum tipo de reclamação   e hoje, com módulos de venda, estão a pedir mais”, notou o vereador,  denunciando que há vendedeiras que se disponibilizaram por conta própria para arranjar chapéus-de-sol para comercializar entre elas.

E a este mercado junta-se o projecto  da Câmara Municipal da Praia em tirar os vendedores ambulantes das ruas e os colocar em mercados ou ruas edificadas para o efeito.

“Kotchi Pó, na zona da Sucupira, inaugurado recentemente, assim como o Mercado Central do Platô, são exemplos de infra-estruturas camarárias edificadas para a venda ambulante.

OM/AA

Inforpress/Fim

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