Venda e consumo de bebidas alcoólicas no Porto da Praia tornaram-se preocupantes – enfermeiro da ENAPOR

 

Cidade da Praia, 30 Ago (Inforpress) – O enfermeiro da Empresa Nacional dos Portos (ENAPOR), Jorge Fortes disse hoje à imprensa que a venda “indiscriminada” e o consumo de bebidas alcoólicas no Porto da Praia já se tornaram “preocupantes”.

O técnico falava aos jornalistas à margem de uma palestra realizada hoje pela ENAPOR em parceria com a Comissão de Coordenação do Álcool e Outras Drogas (CCAD), com o objectivo de sensibilizar os trabalhadores do Porto da Praia sobre os malefícios do uso abusivo do Álcool.

Jorge Fortes disse que diariamente nas chamadas dos estivadores sempre é encontrado trabalhadores em estado de embriaguez, que são imediatamente suspensos por questões de segurança.

“Estamos com a venda das bebidas alcoólicas dentro do porto, dentro da nossa querida ENAPOR. A tal venda de géneros alimentícios que inclui pelo meio bebida barata e em locais que não têm mínimas condições: temos “garrafinhas” de grogue muito baratas…”, denunciou pedindo que as autoridades actuem para eliminação dessa venda indiscriminada de bebidas no espaço vedado à empresa.

A redução ou mesmo a eliminação da venda no espaço da ENAPOR seria uma solução na perspectiva desse pessoal de saúde, para combater esse flagelo que muitos prejuízos têm causado às famílias e ao Estado cabo-verdiano.

Presente no evento, o inspector-geral das actividades económicas(IGAE), Elisângelo Monteiro, adiantou que inspecção está a trabalhar no sentido de disciplinar a venda ambulante das bebidas alcoólicas ao nível do país.

Elisângelo Monteiro explicou que a venda ambulante de bebidas alcoólicas é proibida pelo que urge disciplinar a sua comercialização.

“Nós de facto já identificamos essas situações e já estamos a preparar uma intervenção não só aqui no Porto da Praia, mas em outras áreas e localidades do país onde a venda de bebidas alcoólicas de forma ambulante é preocupante”, disse.

Adiantou ainda que neste momento a IGAE está a realizar as formações em parceria com os municípios no sentido de criarem estruturas municipais de fiscalização, tendo em vista também a criação de uma rede nacional da fiscalização das actividades económicas.

“Nós estamos de facto a estabelecer parcerias e isso será um trabalho de todos porque o consumo exagerado das bebidas alcoólicas e suas consequências afecta a nação inteira, o que significa que é necessário o envolvimento de todos nesse processo de disciplinar essa actividade. O consumo deve existir, mas deve ser de forma disciplinada e controlada”, sublinhou.

MJB/FP

Inforpress/fim

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