Vacina pólio injectável introduzida em todas as estruturas de saúde a partir da próxima semana – autoridades

 

Cidade da Praia, 24 Abr (Inforpress) – Cabo Verde vai introduzir, a partir de 02 de Maio, inovações no seu programa de vacinação com a aplicação de uma dose de vacina injectável de poliomielite, informaram hoje as autoridades sanitárias do país.

A garantia é da coordenadora do Programa Alargado de Vacinação, Evanlida Santos, em declarações à imprensa, a margem da cerimónia de abertura da Semana Africana de Vacinação (SAV), que teve lugar no Centro de Saúde de Achada Santo António, na Cidade da Praia.

“Vamos fazer o lançamento oficial da vacinação injectável do pólio no dia 28, na ilha de Boa Vista, para depois, no dia 02 de Maio, estar disponível em todas as estruturas de saúde. É uma vacina que garante o reforço da imunidade da vacina pólio oral já existente”, indicou, avançando tratar-se de uma resposta às recomendações da OMS.

Evanilda Santos adiantou que nos últimos cinco anos o país tem tido uma “boa taxa” de cobertura vacinal, ultrapassando os 90 por cento (%) e, em 2016, conseguiu uma taxa de cobertura que excede os 95%.

No entanto, sublinhou, com a Declaração da Adis Abeba e a certificação de país livre de pólio, leva a que Cabo Verde atenda as recomendações dos parceiros visando uma cobertura vacinal a 100%.

O país, que tinha prometido a introdução da vacina injectável pólio em 2015, após a aprovação de um plano estratégico de erradicação da poliomielite 2013/2018, que preconiza uma série de objectivos a serem cumpridos até 2018, só conseguiu essa resposta em 2017.

O arquipélago desde a última epidemia no ano 2000, não registou qualquer caso de pólio, informou Evanilda Santos.

A sétima Semana Africana de Vacinação acontece este ano sob o lema “População Vacinada; População Saudável” e incide no tema “As vacinas protegem todo o mundo, Vacine-se”.

A campanha tem como propósito reforçar os programas de imunização na Região Africana através da sensibilização para a importância da necessidade e do direito de cada pessoa ser protegida contra doenças evitáveis por vacinação.

A Semana destina-se a manter a prioridade da imunização nas agendas nacionais e regionais através da advocacia e das parcerias.

Durante a última década registaram-se progressos na imunização na África, tendo a cobertura vacinal melhorado a ponto que a vacinação para a difteria, o tétano e a tosse convulsa (DTP3) aumentou de 52% em 2000 para 76% em 2015.

PC/CP

Inforpress/Fim

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