Processo de privatizações deve estar isento de pressões externas – UNTC-CS

 

Cidade da Praia, 11 Ago (Inforpress) – A secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical considerou, hoje, que o processo de privatizações, concessões e parcerias público-privadas deve estar isento de qualquer pressão externa e apelou ao Governo à “ponderação tripartida”.

Joaquina Almeida falava em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, para dar a conhecer a posição da UNTC-CS sobre a resolução de 03 de Agosto, referente a agenda de privatizações, concessões e parcerias público-privadas de 23 empresas nacionais.

A secretária-geral da UNTC-CS acusou o executivo de Ulisses Correia e Silva de ser “refém” e de estar “sob pressão externa” do Grupo de Apoio Orçamental (GAO).

Do seu ponto de vista, a agenda de privatizações, concessões e parcerias público-privadas das 23 empresas nacionais é um processo que merece “ponderação tripartida” e deve ficar “isenta de qualquer tipo de pressão externa”.

A UNTC-CS apela ao Governo que podere bem, de modo a acautelar possíveis consequências que possam vir a acontecer, nomeadamente despedimentos ou atropelos dos direitos dos trabalhadores.

Por outro lado, defende que o processo de privatizações dever ser feito “paulatinamente, sem precipitações” e que o Estado “jamais deve abrir mão” da totalidade das empresas públicas, sobretudo as que são essenciais e estratégicas para o desenvolvimento do país.

“A nossa preocupação é que os direitos dos trabalhadores sejam salvaguardados, sendo que qualquer tipo de privatizações, concessões ou parcerias público-privado, como o caso da Binter, implica despedimentos”, assegurou Joaquina Almeida que diz não ser contra este processo, mas que defende a realização de um estudo de modo a analisar os impactos e riscos.

Tendo em conta a especificidade do país, a secretária-geral da UNTC-CS disse que há necessidade de acautelar alguns dos sectores, que no seu entender “são essenciais e importantes” a nível dos transportes aéreos e marítimos, como o caso da TACV e Cabo Verde Fast Ferry e das telecomunicações, com a CV Telecom.

“A parceria público-privada definida para a TACV doméstica e regional não foi uma ideia feliz, já que os inúmeros constrangimentos encontrados e o parceiro privado não consegue dar vazão em termos de escoamento dos passageiros que acumulam, causando prejuízos ao país”, sustentou frisando que, em relação ao contrato de gestão da TACV Internacional, assinado quinta-feira, com a Loftleider Icelandic, do grupo Icelandair, o Governo agiu “de forma unilateral”, sem consultar ou partilhar informações com os parceiros sociais.

A secretária-geral da UNTC-CS avançou que o anúncio do Governo foi um espanto para esta central sindical, uma vez que no último encontro de concertação social obtiveram “apenas” informações de privatizações da Cabo Verde Fast Ferry e da TACV.

AV/CP

Inforpress/Fim

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