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UNTC-CS denuncia incumprimento do acordo de concertação estratégica   

Cidade da Praia, 21 Jul (Inforpress) – A secretária-geral da UNTC-CS denunciou hoje aquilo que classificou de incumprimento, por parte do Governo, do acordo de concertação estratégica, assinado em Julho de 2017, e afirmou que a situação laboral em Cabo Verde precisa de “terapia”.

Joaquina Almeida, que falava em conferência de imprensa, na cidade da Praia, para se pronunciar sobre a punição dos dirigentes do Sindicando Nacional da Polícia (Sinapol), disse que o incumprimento relaciona-se com a não actualização salarial, apesar da taxa de inflação ter sido positiva em 2017.

“O acordo prevê a reposição do poder de compra dos trabalhadores de modo a proteger os salários dos trabalhadores em caso de erosão.   E aconteceu porque o Orçamento do Estado para 2018 indica na sua rubrica que a inflação estaria entre 1 a 2%”, precisou, numa alusão também aos dados do INE sobre a inflação

Joaquina Almeida lembrou que desde 2011 que os trabalhadores da administração publica não têm tido actualização dos salários, situação que também acontece nos privados, já que as empresas, igualmente, têm alegado os mesmos motivos do Governo para não actualizar os salários.

“Enquanto isso todos os dias deparamos como o aumento do preço dos bens de primeira necessidade”, disse.

Outro aspecto que na perspectiva da secretária-geral da UNTC-CS configura violação do acordo de concentração estratégica é a não criação de tribunais de trabalho de modo a resolver “de forma mais célere” os processos laborais.

“De uma maneira geral queríamos dizer que a situação laboral no país não é nada boa”, sublinhou, adiantando que apesar dos dados do INE terem apontando para a redução da taxa de desemprego, os cabo-verdianos “não sentiram melhorias”.

“Na realidade isso não se reflectiu na redução da pobreza e nem na criação de novos postos de trabalho. Temos a questão da informalidade que ronda os 70%, com tendência para aumentar devido a inexistência de políticas públicas assertivas para combate ao desemprego”, apontou.

A secretária-geral da UNTC-CS falou uma vez mais da situação dos trabalhadores marítimos, que conforme salientou têm sido “abandonados e esquecidos” pelos sucessivos governos.

Referiu-se concretamente à reivindicação relacionada com a redução do tempo de serviço para a reforma dessa classe profissional e adiantou que da última reunião do Conselho de Concertação Social ficou estabelecido que o INPS deveria apresentar um relatório referente ao assunto, no primeiro semestre, algo que até agora não aconteceu.

“Já estamos no segundo semestre e até ao momento não se falou nada. Por isso nós juntamos a nossa voz aos dos marítimos para a resolução definitiva deste assunto”, disse Joaquina Almeida.

MJB/AA

Inforpress/Fim

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