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Universidades devem oferecer ferramentas para guiar alunos entre os blocos de informação – reitor da UniPiaget (c/áudio)

Cidade da Praia, 25 Out (Inforpress) – O reitor da Universidade Jean Piaget (UniPiaget) de Cabo Verde, Wlodzimierz Szymaniak, defendeu hoje, na Cidade da Praia, que as universidades devem oferecer ferramentas para que os estudantes saibam se movimentar entre os blocos de informação.

O investigador falava à Inforpress, à margem de uma conferência sobre os desafios e oportunidades para jovens cientistas, que decorre durante hoje e sexta-feira, na Universidade Jean Piaget, no âmbito do “Next Einstein Fórum – África Science Week”, evento que acontece na capital do país sob o lema “The next Einstein will come from Africa”.

Wlodzimierz Szymaniak, que é de nacionalidade polaca, disse que quando chegou em Cabo Verde, há 16 anos, a maioria dos alunos que entrava na universidade não tinha tido qualquer contacto com o computador.

“Os primeiros computadores que utilizavam eram nas aulas de Introdução à Informática”, prosseguiu a mesma fonte, afirmando que agora já não acontece situações deste tipo, mas que o problema tem sido como seleccionar a informação de qualidade.

Segundo disse, os alunos nem sempre estão preparados para saber fazer pesquisa na Internet e a primeira informação que aparece através do critério de palavra chaves é aquela que tem maior qualidade ou melhor utilidade para o trabalho que se está a fazer. Por isso, defendeu Wlodzimierz Szymaniak, a universidade deve assumir um papel de guia.

“A universidade não vai oferecer todo o conhecimento, mas tem de oferecer ferramentas para sabermos movimentarmos entre os blocos de informação”, ajuntou.

Quanto a conferência sobre os desafios e oportunidades para jovens cientistas, Wlodzimierz Szymaniak afirmou que a universidade recebeu a iniciativa com “grande alegria”, principalmente porque muitos dos participantes são alunos daquela instituição de ensino superior.

Questionado sobre a sua percepção do estado da ciência e da investigação em Cabo Verde, respondeu que o mundo está a evoluir e que agora o público é mais pragmático, preferindo a ciência aplicada, não se interessando com as grandes questões antológicas e epistemológicas.

“O que queremos é a aplicação. E penso que, principalmente, ao nível das tecnologias, há maior literacia e, talvez, maior interesse”, finalizou.

GSF/CP

Inforpress/Fim

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