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Universidade do Porto promove colóquio “Agostinho Neto e os Prémios Camões Africanos”

Cidade da Praia, 27 Ago (Inforpress) – A Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) Portugal promove nos dias nos dias 9 e 10 de Setembro um colóquio intitulado “Agostinho Neto e os Prémios Camões Africanos”, que visa debater as literaturas africanas em português.

De acordo com uma nota publicada no site oficial da FLUP, esta iniciativa surge após algumas reflexões de que as literaturas africanas de língua portuguesa parecem ter perdido nas últimas décadas a atenção e o entusiasmo que se seguiu à independência dos países em causa.

“Se é verdade que autores como Mia Couto, Pepetela, Manuel Rui, Ondjaki ou Agualusa são muito lidos e estudados, não é menos verdade que há um quase silêncio a pesar sobre muitos outros de idêntica qualidade, sobretudo os menos contemporâneos”, lê-se na nota.

Conforme avançou a organização, este colóquio tem como objectivo “cruzar literatura e pensamento e que terá lugar na mesma cidade onde houve há 30 anos uma iniciativa semelhante, sob o título A Voz Igual” e debater as literaturas africanas em português.

Pretende-se ainda com este evento, de acordo com a mesma fonte, assinalar o 40.º aniversário da morte de Agostinho Neto, “um dos primeiros poetas” desse espaço a obter uma “circulação nacional e internacional de grande dimensão”.

Por outro lado, pretende-se também chamar a atenção para os seis escritores africanos a quem, ao longo das 30 edições já decorridas, foi atribuído o Prémio Camões: José Craveirinha (1991), Pepetela (1997), José Luandino Vieira (2006), Arménio Vieira (2009), Mia Couto (2013) e Germano Almeida (2018).

O evento conta com o apoio da Fundação António Agostinho Neto e a participação de alguns dos escritores galardoados com o Camões e com ensaístas e investigadores de diversos países cujo trabalho incide sobre os autores e temas em causa.

Agostinho Neto nasceu a 17 de Setembro de 1922 em Kaxicane, Icolo e Bengo, distrito de Luanda, Angola.

Agostinho Neto foi presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e, em 1975, após a proclamação da independência da Angola, tornou-se no primeiro presidente daquele país, cargo que ocupou até ao seu falecimento.

Prémio Lénine da Paz em 1975-76, fez parte da geração de estudantes africanos que viria a desempenhar um papel decisivo na Independência dos seus países naquela que ficou designada como a Guerra Colonial Portuguesa.

Além de politico, poeta e primeiro presidente da República de Angola, Agostinho Neto destacou-se como médico, tanto na ilha de Santiago, Cabo Verde, aquando da sua prisão e desterro no Tarrafal, quanto em Angola.

Agostinho Neto faleceu a 10 de Setembro de 1979 em Moscovo, Rússia.

CM/AA

Inforpress/Fim

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