União Europeia financia II fase do projecto “Construindo Cidades Seguras e Sustentáveis”

Cidade da Praia, 28 Mai (Inforpress) – A União Europeia vai financiar a II fase do projecto “Construindo Cidades Seguras e sustentáveis: um desafio às autoridades locais com envolvimento de todos e de cada um”, no montante de 0,5 milhão de euros, aproximadamente 550 mil contos.

O anúncio foi feito pela embaixadora da União Europeia (UE) em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa, na abertura do fórum nacional sobre a sustentabilidade urbana sob o lema “hoje, amanhã, os municípios de Cabo Verde implementando cidades sustentáveis”, a decorrer na Cidade da Praia, com a organização da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV).

A União Europeia tinha financiado, com o mesmo montante, a primeira fase desse projecto, implementado pela ANMCV, e cujo prazo de execução de 35 meses termina no mês de Junho deste ano.

Segundo Sofia Moreira de Sousa, com a continuidade desse projecto a União Europeia pretende continuar a apoiar e ao mesmo tempo reconhecer o trabalho que vem sendo realizado nos diferentes municípios em matéria de planificação, gestão e ordenamento do território.

“Nestes últimos dois anos, várias acções decorreram em vários pontos do país, mas o objectivo continua a ser o mesmo e aliás é precisamente neste objectivo que a UE continua com esse apoio”, disse a embaixadora que destaca o impacto dessas acções na vida das pessoas.

O projecto “Construindo Cidades Seguras e Sustentáveis: um desafio às autoridades locais com envolvimento de todos e de cada um” visa promover nos 22 municípios acções de capacitação com vista à melhoria da planificação, gestão e ordenamento sustentável do território.

De acordo com a gestora do projecto, Suzana Alfama, durante os dois anos e meio de implementação foram realizadas várias sessões de formação para autarcas e técnicos municipais, campanhas de sensibilização com ‘spots’ de publicitários e em algumas comunidades.

Para além disse, indicou que foram conseguidos apoios a três municípios com menos recursos humanos na elaboração de um plano detalhado.

“Ainda ontem saímos com o último ‘spot’ para a sensibilização voltada para os migrantes e residentes sobre a paisagem urbanística. Fez-se uma avaliação de impacto das acções realizadas e os resultados mostraram que efectivamente a mensagem passou, nas crianças, nos adolescentes e na população em geral”, disse.

Conforme indicou, cabe agora aos municípios replicar essa campanha junto de outras localidades não abrangidas pelo projecto.

Por isso explicou que durante esse fórum iniciado hoje vão ser recolhidos ‘inputs’ e aconselhamentos técnicos para se decidir como replicar essas boas práticas e os municípios vão ser solicitados a fazerem propostas de pequenos projectos para serem implementados nas comunidades.

“Por exemplo, uma pequena requalificação, a construção de uma pequena praça, a melhoria de um espaço público ou um trabalho de sensibilização das populações e esses pequenos projectos podem sair de um fundo específico desse novo projecto já com financiamento da UE”, explicou.

O fórum vai aconselhar os municípios como é que devem levar em consideração a questão da mobilidade e qualidade de vida urbana, a questão da utilização da tecnologia para a melhoria do espaço público e também como trazer a sociedade civil para planificação urbanística e requalificação do espaço e utilização da abordagem integrada na planificação.

O evento tem a duração de dois dias e a abertura foi presidida pela ministra das Infra-estrutura, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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