Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

União dos Sindicatos de São Vicente diz que Joaquina Almeida está com medo de prestar contas

Mindelo, 02 Out (Inforpress) – O representante da União dos Sindicatos de São Vicente, Tomás de Aquino, disse hoje que a secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde (UNTC-CS) está com medo de prestar contas.

Tomás de Aquino reagia em conferência de imprensa às declarações da secretária-geral da UNTC-CS de que “dificuldades financeiras” por que passa a organização “têm impedido” a realização das reuniões do Conselho Nacional, que devem acontecer anualmente.

Segundo a mesma fonte, a não realização dessas reuniões nada tem a ver, com a falta de dinheiro, mas sim com o “medo” que a líder da UNTC-CS tem de “enfrentar conselheiros” e de “prestar contas”, uma vez que, adiantou, desde que assumiu essas funções, há quase três anos, “nunca prestou contas” ao Conselho Nacional.

Sobre a auditoria que Joaquina Almeida disse que vai fazer à União dos Sindicatos de São Vicente para “averiguar as contas” relativas à gestão do património da central existente na ilha, Tomás de Aquino esclareceu que a UNTC-CS não tem contas em S. Vicente.

“Ela quer dar a ideia que transfere recursos financeiros para São Vicente e quer ver como esses recursos estão sendo aplicados. Que fique claro que a secretária-geral da UNTC-CS não transfere um único tostão sequer para São Vicente, nem uma folha de papel,” defendeu o sindicalista.

Tomás de Aquino esclareceu que os recursos da União dos Sindicatos de São Vicente são provenientes dos sindicatos da ilha, pertencentes a essa mesma União, que contribuem mensalmente com valores fixos para as despesas de funcionamento.

“Se esperássemos pelo apoio da secretária-geral da UNTC-CS estávamos com as portas fechadas”, replicou Tomás de Aquino que é também líder do Sindicato de Metalomecânica, Transportes, Comunicações e Turismo (SIMETEC).

Por outro lado, avançou que a União dos Sindicatos de São Vicente tem que prestar contas apenas aos seus próprios órgãos, que são constituídos pelas direcções dos respectivos sindicatos a ela associados. Isto porque, ajuntou, ela funciona como estrutura sindical autónoma.

O sindicalista esclareceu ainda que num universo de 18 sindicatos, que estão “verdadeiramente” filiados na UNTC-CS, “há apenas quatro sindicatos” que Joaquina Almeida suspendeu, de “forma abusiva e ilegal”, por estarem com as respectivas quotas de filiação em atraso.

“O que ela não diz e omite, intencionalmente, é que esses quatro sindicatos têm vindo a tentar reunir-se com ela para negociar o pagamento faseado das suas dívidas e ela tem negado, exigindo que a liquidação seja a pronto e na totalidade,” elucidou Tomás de Aquino.

O representante da União dos Sindicatos de São Vicente garantiu que a actual secretária geral de UNTC-CS herdou, da anterior direcção, uma “situação financeira boa”, até “invejável” fruto da alienação do Centro Social 1º de Maio, na Fazenda, cidade da Praia.

CD/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos