União dos Sindicatos de São Vicente demarca-se da manifestação dos trabalhadores para este sábado

Mindelo, 05 Mar (Inforpress) – A União dos Sindicatos de São Vicente (USV) demarcou-se hoje da manifestação agendada para este sábado e que tem como objectivo “mostrar o descontentamento pelo não cumprimento das promessas do Governo”.

Em conferência de imprensa, o porta-voz, Tomás de Aquino, explicou que apesar de considerar que “os direitos dos trabalhadores estão a ser altamente preteridos”, a USV demarca-se publicamente da forma como se organizou a manifestação.

Assim, anunciou que o Sindicato de Metalomecânica, Transportes, Comunicações e Turismo (Simetec), o Sindicato da Indústria Comércio e Serviços (Sics), o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap) e o Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof), que fazem parte de União dos Sindicatos de São Vicente, não vão participar desta manifestação.

Segundo a mesma fonte, os sindicatos de São Vicente, filiados na União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde (UNTC-CS), “não foram tidos nem achados nesta decisão” que, acrescentou, “foi tomada pela secretária-geral da UNTC-CS, sob a capa de sindicatos filiados”.

Tomás de Aquino esclareceu que a USV “não reconhece nem delegou poderes” aos três trabalhadores que, alegando serem representantes dos sindicatos de São Vicente, declararam apoio à manifestação dos sindicatos de Santiago.

“Convém perguntar às pessoas que anunciaram a manifestação, em solidariedade com a manifestação da Praia, quem os mandatou a falar em nome dos sindicatos de São Vicente”, questionou.

O sindicalista explicou que, nos termos dos estatutos da UNTC-CS, cabe ao Conselho Nacional ou a maioria dos sindicatos filiados tomar a decisão de organizar a manifestação, o que observou, não aconteceu.

“Esta é mais uma decisão que comprova o nível a que chegou a secretária-geral da UNTC-CS, passando por cima de todos os órgãos da central sindical e, inclusive, excluindo os maiores sindicatos da família da UNTC-CS que fazem parte da Plataforma Sindical – Unir e Resgatar a UNTC-CS, na vã tentativa de branquear a sua incapacidade de liderança e de defesa dos trabalhadores cabo-verdianos”, afirmou.

Ademais, Tomás de Aquino revelou que os sindicatos que compareceram na conferência de imprensa na Praia a suportar a manifestação não são filiados. Para ele, esta é mais uma razão que leva a USV a demarcar-se da manifestação.

Questionado se o momento é oportuno para a realização da manifestação, num momento pré-eleitoral, porque corre-se o risco de ser atrelado à oposição, o sindicalista disse que “o Governo não cumpriu com as promessas que fez com os trabalhadores e que as reivindicações existem”.

Mas reconheceu que o timing para a realização da manifestação pode ser mal-entendido. Por isso, defendeu que devem ser os trabalhadores, os delegados, os dirigentes e os sindicatos é que devem reunir-se para tomar a decisão de fazer uma manifestação.

Isto, acrescentou, em termos de pauta reivindicativa, timing e outras análises.

“No momento em que o País vive uma pandemia, todos os problemas sociais que nós temos, deveria ser avaliado antes de se tomar qualquer decisão de se realizar a manifestação”, sustentou Tomás de Aquino.

CD/JMV
Inforpress/Fim

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