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Uni-CV vai criar centro digital de inclusão em 2019 para “melhor integração” da comunidade universitária 

Cidade da Praia, 19 Nov (Inforpress) – A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) vai apostar, em 2019, na promoção da inclusão, da integração, da cultura universitária, da mobilidade internacional e na criação de uma universidade amiga do ambiente, visando dinamizar a cultura universitária.

O desafio, segundo a reitora da Uni-CV, Judite Nascimento, numa entrevista exclusiva à Inforpress, tem como propósito colocar na agenda da instituição uma “cultura colaborativa” e criar instrumentos que sejam transversais a todas as áreas, com o propósito de envolver toda a comunidade institucional.

No âmbito deste projecto, informou a reitora, vai-se criar um centro de inclusão digital no Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED), que conta com o apoio da Associação Causa Maior de Portugal, para a implementação e a inclusão do projecto dentro da Universidade.

“A disseminação das tecnologias de informação e comunicação tem chegado inevitavelmente às salas de aulas, nessa perspectiva, há um intuito de levar esta parte integrante da sociedade, alunos principalmente de escolas públicas, a se inteirarem de tecnologias que apropriem o sentido de informática educativa de uma maneira mais democrática”, explicou.

Conforme a reitora da Uni-CV, é necessário que se sabia que “incluir digitalmente” é disponibilizar a tecnologia e fazer dela um instrumento de ensino e até mesmo de possibilidade de inclusão social.

Incluir digitalmente, segundo realçou, não deixa de ser um processo de colaboração, em que a rede se torna um ambiente de troca de informações e conhecimentos, fazendo sentido em valer a cidadania e exercendo-a de uma forma “democrática e consciente”.

“Neste quadro da inclusão digital vai se desenvolver uma formação denominada musicografia Braille e educação musical inclusiva, a partir do dia 22, e vamos também receber mais de 60 exemplares de livros em Braille, doado por alguém que fez um mestrado e que tinha múltiplas deficiências”, disse.

O projecto, avançou, vai permitir também a “integração e a inclusão” das pessoas com deficiência nas áreas contempladas.

Além deste, assegurou, a Uni-CV vai criar um centro de inovação tecnológica, estando a procura de parceiros para poder ter um link, onde oferece o serviço empreendedorismo, e consiga trazer as empresas “para dentro da universidade”.

Ainda em nome da inclusão, Judite Nascimento referiu-se às instalações dos institutos de línguas (inglês, francês, português, espanhol e mandarim) e cultura na Uni-CV com o objectivo melhorar as performances nas línguas estrangeiras, visando integrá-las em programas de mobilidade internacional com maior facilidade.

A visão da cultura universitária, segundo ressalva, tem o propósito de formar o homem e tudo aquilo que for para o bem da universidade e da sociedade, uma vez que o estudante deve estar preparado para ganhar e perder, razão pela qual uma boa cultura universitária é igual a um cidadão profissional.

Para um maior conhecimento da língua, Judite Nascimento adiantou que o próximo passo da Uni-CV é instalar o Instituo da Língua Cabo-verdiana, um serviço que irá apoiar o Governo na estratégia da oficialização da língua cabo-verdiana.

A Universidade de Cabo Verde é uma instituição de ensino superior, a única instituição pública com o carácter de universidade no país, que foi fundada a 21 de Novembro de 2006.

PC/AA

Inforpress/Fim

 

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