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Uni-CV: Reitora quer valorizar a educação e democratizar a universidade para servir o interesse da sociedade

Cidade da Praia, 21 Nov (Inforpress) – A Universidade de Cabo Verde vai celebrar, esta quarta-feira, o seu décimo segundo aniversário, envolta de uma história de sucesso e que tem primado pela qualidade e democratização dos seus serviços, visando servir os interesses da sociedade.

A leitura é da reitora da Uni-CV, Judite Nascimento, em declarações à Inforpress, no âmbito da celebração de mais um aniversário da instituição que se assinala esta quarta-feira, 21.

“A nossa história tem doze anos como universidade, mas como instituição de Ensino Superior começou em 1979, quando se iniciaram os primeiros cursos de formação de professores e na sequência se criou cursos na área de Administração Pública do Estado e no domínio das engenharias do mar”, disse.

Conforme a reitora, em 2006 integraram-se na Uni-CV vários outros sectores do Ensino Superior criados no país, sendo que, numa primeira fase, o desafio dos que assumiram a direcção era a criação das bases fundacionais da instituição e a criação de instalação das bases orgânicas e jurídicas.

Nesta fase, sublinhou, um dos desafios dos que assumiram a universidade era criar o seu próprio estatuto, assim como a criação dos primeiros grandes projectos de investigação que deram origem ao centro de investigação em género e família e o centro de investigação em desenvolvimento local e ordenamento do território.

Na altura, citou, deu-se arranque à criação de um programa de formação de professores, já que a maior parte dos docentes da Uni-CV eram licenciados ou mestres, e começou-se um grande programa de formação.

Em 2011, lembrou que com a saída do então reitor para fazer parte do governo, foi nomeado um outro responsável para estabelecer e gerir a transição democrática da Uni-CV.

“O novo reitor assumiu um projecto de transição, mas também de continuidade do projecto de desenvolvimento da Uni-CV, com o reforço da investigação através da criação da Cátedra Amílcar Cabral e Baltazar Lopes da Silva”, explicou.

Nesta época, salientou, iniciou-se um programa de formação de professores para que se pudesse criar a qualidade no Ensino Superior e criar, também, a carreira docente, que necessitava do doutoramento.

Em 2014, realçou, houve as primeiras eleições ao reitor, tendo a equipa eleita traçado um programa cuja base principal era a criação dos instrumentos não só jurídicos e fundacionais da Uni-CV, mas também a revisão dos estatutos.

“Na altura, estabeleceu-se com meta para 2014/2018 dar continuidade ao que se tinha iniciado e reforçar a instituição como democrática. Para isso, criamos grupos disciplinares, promovemos a eleição dos coordenadores dos grupos disciplinares e dos representantes das classes a nível do conselho, tanto dos docentes como dos estudantes, assim como a nível do conselho científico e pedagógico”, asseverou.

Além destas medidas, Judite Nascimento disse ter iniciado a modernização da Uni-CV através da informatização de todo o sistema, da maior parte do processo e procedimento da instituição.

Com todo esse procedimento, explica a reitora, hoje consegue gerir a universidade à distância, através de um smartpfone, com acesso a todos os aplicativos e pasta dos despachos.

“Além de tudo isso, criamos uma identidade visual da Uni-CV e concebemos um cartão de identificação que está ligado a um sistema de identificação electrónica e apostamos na valorização dos recursos humanos”, enfatizou.

Seguindo a história da universidade, Judite Nascimento disse ter prometido, no segundo mandato, 2018/2022, continuar a reforçar a democratização da instituição, tendo em agenda a promoção da eleição dos presidentes das unidades orgânicas, assim como rever e concluir o programa de reestruturação laboral.

Uma segunda meta, confirmou, é promover o espírito empreendedor, com a criação de “Spin Off” a nível da instituição para ajudar a promover os Strat-Ups internos.

Este processo, assegurou, vai ser elaborado no quadro de uma cooperação que a Uni-CV tem desenvolvido com a cooperação espanhola.

No âmbito do desenvolvimento da instituição, referiu-se ao programa Erasmus que tem sido aproveitado pela instituição e seus alunos em mobilidade para Brasil, Europa, África e América.

“Se tivermos dinheiro, os nossos programas são totalmente exequíveis, pois temos uma data de protocolo com várias universidades no mundo”, frisou.

No que respeita a investigação, elencou a existência de 230 programas neste domínio, sendo que de 2007 e 2010 foram publicados dois títulos, entre 2015 a 2018, 34 títulos e existência de vários outros para sair.

Neste domínio, Judite Nascimento avançou que o orçamento para investigação é zero, mas admitiu que tem usado o fundo de outros países, através de parcerias com universidades de Europa, Brasil, África e América, com as quais existem acordos.

A Universidade de Cabo Verde, até a presente data, segundo informou, está incluída em mais de 14 redes a nível internacional, tendo iniciado um processo para integração em mais duas redes.

Por tudo isto, Judite Nascimento é de opinião que se depender da sua liderança o “futuro da Uni-CV vai ser esplêndido”.

A Universidade de Cabo Verde é uma instituição de Ensino Superior, a única instituição pública com o carácter de universidade no país, fundada a 21 de Novembro de 2006.

PC/JMV

Infropress/Fim

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