Uni-CV promove estudo para conhecer a evolução e saúde da população escolar no País

 

Cidade da Praia, 28 Abr (Inforpress) – A Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) vai, em parceria com o Ministério da Educação, realizar um estudo para conhecer o crescimento, desenvolvimento físico e a saúde da população escolar no País.

O estudo, cujo projecto de investigação foi apresentado hoje, vai ser coordenado pelo docente da Uni-CV, Emanuel Oliveira, que adiantou que a ideia da realização desse estudo surgiu na sequência de uma outra investigação realizada em 1994 onde foi avaliada a população estudantil da faixa etária dos 10 aos 12 anos.

Nesta edição a intenção é de alargar o público alvo, abrangendo os alunos dos 06 aos 18 anos de idade com o propósito de fazer uma avaliação do ponto de vista do seu crescimento físico, identificar os níveis e padrões de maturação biológica, aptidão física, hábitos alimentares e de actividade física.

“Passados esses anos surgiu a necessidade de repetir esse estudo para termos uma base de comparação e saber de que forma a população de Cabo Verde evoluiu ao longo desses 23 anos, sabendo que houve uma profunda alteração na sociedade cabo-verdiana, tanto ao nível económico, como político e demográfico”, explicou.

Emanuel Oliveira salientou que agora é avaliar até que ponto essas alterações influenciaram no crescimento, no desenvolvimento físico e na saúde dos jovens.

“Estamos a falar da síndrome metabólica que tem factores de riscos, nomeadamente obesidade, glicemia e colesterol. Portanto, convém monitorizar essas informações para evitar problemas de saúde maior”, disse lembrando que a actividade física está directamente ligada à questão da saúde.

Por outro lado, adiantou que os resultados desse estudo servirão de referência para a definição de políticas válidas para as diversas áreas nomeadamente ao nível da educação, da saúde e do desporto.

O estudo está sendo montado desde 2014, tendo sido já realizado o estudo piloto. O coordenador Emanuel Oliveira adianta que ainda não há um calendário preciso para o seu arranque efectivo, ou seja, a fase de levantamento de dados nas escolas, mas garantiu na ilha de Santiago o início está para breve.

É um estudo de âmbito nacional que conta com o suporte cientifico das universidades do Porto (Portugal), de Maputo (Moçambique) e de Funchal (Madeira).

O estudo está orçado em cerca de 10 mil contos, estando ainda na fase de mobilização de recursos.

MJB/FP

Inforpress/fim

 

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