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Pró-reitora da Uni-CV destaca “ganhos visíveis” no agronegócio e alerta para os “grandes desafios”

Cidade Praia, 08 Abr (Inforpress) – A pró-reitora da Uni-CV, Maria de Lourdes Gonçalves, disse hoje que há “ganhos visíveis” no aumento da produção e da produtividade, motivando uma mudança gradual na estrutura do sector primário, mas “grandes desafios” assombram este sector.

Maria Gonçalves fez estas declarações, na cidade de Assomada, durante a sua intervenção no primeiro Fórum Virtual do Agronegócio nos PALOP, sob o lema “Pensar agronegócio nos PALOP” (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), promovido pela Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

Segundo esta responsável, o fórum, realizado no âmbito da extensão universitária, constitui um exemplo de que é necessário reforçar e estimular as actividades de extensão, cujo desenvolvimento implique relações multi, inter e ou transdisciplinares e interprofissionais dos sectores da universidade e da sociedade.

O agronegócio, aludiu, é um dos principais eixos do sistema produtivo e abrange toda relação comercial e industrial relacionada com a cadeia de produção do sector agrícola e pecuária, cujas actividades se relacionam e interconectam.

Maria Gonçalves sublinhou ainda que, em Cabo Verde, a agricultura familiar é responsável pela quase totalidade dos alimentos que chegam aos seus mercados e mesa das pessoas, sendo um sector considerado de maior potencial de crescimento, de rendimento e de redução da pobreza.

Contudo, afiançou a pró-reitora da Uni-CV, para atingir as metas almejadas, é essencial promover a inovação no sector agropecuário e aplicar a nova geração de tecnologias em toda a cadeia de produção e distribuição dos produtos agropecuários de modo a promover a inclusão da agricultura familiar nas cadeias de valor.

“O sector de agronegócio tem evoluído de forma favorável, em Cabo Verde, e no mundo. A tendência aponta para o seu crescimento num futuro próximo com impactos geradores de rendimento e transformadores na vida famílias”, constatou.

Neste sentido, asseverou a mesma fonte, o desenvolvimento da cadeia que vai desde a produção até a comercialização é o factor chave para a tão almejada industrialização do sector, que actualmente, em Cabo Verde, se baseia, sobretudo, na produção artesanal, salvo algumas produções industriais de vinho, grogue avicultura e ração.

“Neste processo, vale a pena realçar os investimentos dos sucessivos governos no sentido de criar as bases para o desenvolvimento do agronegócio, cujos esforços incidiram e incidem na mobilização de água para agricultura e gestão de irrigação, com expansão de sistema gota-a-gota, na introdução de novas tecnologias, com a investigação aplicada através de instituições de ensino e de pesquisas, serviços de extensão rural e construção de infraestruturas rurais”, ressaltou Maria Gonçalves.

Conforme acrescentou, os resultados têm sido um aumento da produção agrícola em pequena escala com orientação comercial, sendo o subsector hortícola, por exemplo, o que tem registado “maiores” ganhos, visíveis no aumento da produção e da produtividade, motivando uma mudança gradual na estrutura do sector primário.

Ainda em relação aos ganhos, apontou, igualmente, a introdução de novas tecnologias na fileira hortofrutícola, designadamente, novas espécies e variedades mais produtivas, mais resistentes às pragas e melhor adaptadas às condições climáticas assim como a massificação de técnicas de micro-irrigação, culturas protegidas e hidropónicas que permitiu ao subsector um aumento na produção em geral e nos rendimentos associados.

No entanto, a pró-reitora da Uni-CV destacou a necessidade de dar continuidade, alegando que este desafio “não se resolve num dia, nem por uma entidade única”.

Referindo-se à pandemia da covid-19, Maria Gonçalves salientou também que “nesses tempos de incertezas”, “grandes desafios” se impõem às sociedades, às universidades e aos jovens enquanto actores fundamentais na reconstrução do país pós- pandemia.

A produção e industrialização dos alimentos, a cadeia de valor de produtos agropecuários, a certificação dos produtos agropecuários ‘made’ nos Estados membros, a política comercial e de promoção de desenvolvimento socio-económico nas zonas rurais bem como estratégias de inovação no sector, foram alguns dos temas abordados no fórum.

TC/CP

Inforpress/Fim

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