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UNFPA alerta para o impacto da covid-19 com maior abrangência na camada feminina

Cidade da Praia, 11 Jul (Inforpress) – O representante do UNFPA alertou que a crise da covid-19 tem tido um impacto devastador nas pessoas, comunidades e economias a nível mundial, mas com maior frequência nas mulheres e nas raparigas que “tendem a sofrer mais”.

Na sua mensagem alusiva ao Dia Mundial da População, que se celebra anualmente a 11 de Julho, Opia Mensah Kumah considera que o impacto da covid-19 irá, provavelmente, dificultar os esforços globais para alcançar três “zeros” no centro do trabalho no Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), num ano que as Nações Unidas assinalam o seu 75º aniversário.

“Zero necessidade não satisfeita de contracepção, zero mortes maternas evitáveis e zero violência baseada no género e práticas nocivas contra mulheres e raparigas – até 2030”, explicita a mensagem de Opia Mensah Kumah, em representação da directora executiva, Natalia Kanem.

O UNFPA projecta que a pandemia reduza em pelo menos um terço o progresso global no sentido de acabar com a violência baseada no género durante esta década e acredita que se as restrições de mobilidade continuarem durante pelo menos seis meses com grandes perturbações nos serviços de saúde, 47 milhões de mulheres em países de baixo e médio rendimento podem ser privadas de contraceptivos modernos, resultando em 7 milhões de gravidezes indesejada.

Neste Dia Mundial da População, aproveitou a efeméride para chamar atenção para as vulnerabilidades e necessidades das mulheres e raparigas durante a crise da covid-19, e o imperativo de proteger a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos e acabar com a pandemia sombra da violência baseada no género, especialmente nestes tempos desafiantes.

O UNFPA, realçou, está a trabalhar para assegurar que o fornecimento de contraceptivos modernos e produtos de saúde reprodutiva seja mantido e que as parteiras e outro pessoal de saúde disponham do equipamento de protecção pessoal de que necessitam para se manterem seguras.

“Encoraja-nos que até agora 146 Estados-membros tenham assinado o apelo do secretário-geral para tornar a paz no lar uma realidade, e estamos a formar uma parceria para os apoiar”, lê-se nesta missiva.

Como parte da resposta da UNFPA, à covid-19, esta organização das Nações Unidas está a inovar para fornecer serviços remotos como linhas directas, telemedicina e aconselhamento, recolha e utilização de dados desagregados para apoiar os governos na identificação e alcance dos mais necessitados.

Mensagens públicas positivas em torno da igualdade de género, desafiando estereótipos de género e normas sociais nocivas podem apostas viradas para a redução do risco de violência, convicto que “os homens e rapazes podem e devem ser aliados fundamentais”.

Para a UNFPA, “a saúde sexual e reprodutiva são um direito, e tal como a gravidez e o parto, os direitos humanos não param para as pandemias”, razão pela qual pede o esforço de todos para “travar a covid-19 e salvaguardar a saúde e os direitos das mulheres e raparigas, agora”.

SR/DR
Inforpress/Fim

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